
Olho para esse mar do nosso litoral, que já testemunhou várias fases minhas.
Lembro do meu poema favorito da Cecília Meireles:
“Que és sempre o outro
Que és sempre o mesmo
Até não teres medo de morrer
E então serás eterno”
Naquele final de ano eu havia perdido o medo da morte e da velhice.
O ano novo chega de mansinho, como os raios de um novo amanhecer que invadem os cantos de leve.
As datas de 2026 começam a aparecer nos produtos.
As agendas novas começam a chegar nas livrarias. As poucas que restam.
Os últimos que compram folheiam o papel quase como quem faz amor com este e sente tesão com cheiro de folha nova.
Chega a vinheta da Globo.
Preguiça geral dos últimos dias. Tudo em volta quer desacelerar.
A gente faz uma retrospectiva e, sim, essa sim é num piscar de olhos.
Preguiça de rituais?
Acorde e faça o que fizer sentido.
Gaste sua energia com hábitos saudáveis.
Se amar é uma
Vitória, conquista, arma e uma defesa.
Eu tenho a sorte de não ter um, mas vários amores de minha vida.
Nem toda vitória é em cima de casamento, diploma ou emprego.
Mas sobre o perdão, cura e amor próprio.
Aos doze anos fui com o papai no cinema ver um filme do Anthony Hopkins chamado “Lembranças de um verão”.
Nunca me esqueci de uma das frases finais:
“não perca um minuto da sua vida”.
O famoso texto “Um dia você aprende”, atribuído à Shakespeare, dizia:
“Aproveite bem, o máximo que puder
O poder e a beleza da juventude, ou, então, esquece
Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude
Até que tenham se apagado, mas pode crer
Daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos
E perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia
Quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente”
Sim, você só vai entender quando passar.
Não cultive o ódio.
Vibre na paz.
Nutra sua mente só com o que for bom.
Essa vida vai passar rápido.
Faça o possível para seus dias serem uma prévia do céu.
Tenho certeza de poucas coisas.
De inveja não morrerei nunca.
Mas de amor, quero viver para sempre.
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