
Elton John, com seu figurino extravagante, aparece em uma sessão de terapia de grupo. É assim que começa o filme Rocketman. Até se reconciliar com os personagens centrais de sua trajetória e encontrar seu rumo, o astro percorreu um longo caminho marcado por drogas, álcool e amores fracassados.
Hoje, Elton é bem casado, pai adotivo e mantém uma fundação de combate à AIDS. Uma das cenas mais emocionantes do filme é o abraço do cantor com seu “eu criança”, uma metáfora da técnica da cura da criança interior. Esse mini-Elton carente, sonhador e desprotegido reaparece como memória recorrente ao longo de sua carreira.
O filme deixa claro: nenhuma área da vida preenche o vazio de outra. O pilar financeiro influencia os relacionamentos, a espiritualidade impacta o trabalho, e assim por diante. O equilíbrio entre os pilares é essencial.
Ao assistir, fica a reflexão: quantos vivem hoje com questões dolorosas, gritos silenciosos, insônia ou vícios que tentam tapar buracos? O Elton que encontra sua essência é o artista que permanece. E a lição final é simples, mas desafiadora: aprender a ser nós mesmos.
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