A um dia do segundo turno das eleições de 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que os sistemas eleitorais estão “prontos, autênticos e blindados contra qualquer ingerência indevida”. A declaração foi feita neste sábado (24), durante a cerimônia de verificação da integridade e autenticidade dos sistemas instalados na Corte, em Brasília.
Segundo o ministro, a checagem das assinaturas digitais e dos resumos criptográficos confirmou que os arquivos em funcionamento correspondem aos programas oficiais previamente inspecionados, assinados digitalmente e lacrados. Nunes Marques foi categórico ao declarar que “nenhuma linha de programa” foi alterada, omitida ou acrescentada.
A cerimônia, aberta ao público, representa uma etapa de verificação dos sistemas que serão utilizados na votação e na totalização dos resultados. O procedimento integra um ciclo de transparência iniciado em 2 de outubro de 2025, quando os códigos-fonte foram disponibilizados para fiscalização por partidos políticos e entidades autorizadas.
O presidente do TSE também destacou a participação das instituições fiscalizadoras, cujos representantes subscreveram os relatórios técnicos da verificação. Para ele, a atuação conjunta fortalece a confiança pública e contribui para a estabilidade das instituições republicanas.
Os sistemas eleitorais foram assinados digitalmente e lacrados em 4 de setembro, após a conclusão do desenvolvimento dos programas. Participaram desse procedimento representantes do TSE, da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB/DF), do Ministério Público Federal (MPF) e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).
Ao se dirigir aos eleitores, Nunes Marques reforçou a mensagem de confiança no processo eleitoral. Segundo o ministro, ao pressionar a tecla “CONFIRMA”, o cidadão pode ter a certeza de que seu voto será registrado, preservado e totalizado com integridade e transparência.
Na véspera da votação, a mensagem do TSE é direta: os sistemas passaram pelas verificações previstas e, de acordo com a Corte, correspondem aos programas oficiais inspecionados e lacrados. A transparência desses procedimentos e a fiscalização institucional são elementos essenciais para a credibilidade do processo eleitoral.
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