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Política FLÁVIO NA DIANTEIRA

Flávio mantém a dianteira sobre Lula, e Datafolha confirma uma disputa que favorece o senador do PL

A três dias da votação, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do petista. Embora haja empate técnico, a permanência desse cenário representa um desafio para Lula, que não conseguiu abrir vantagem na reta final da campanha.

22/10/2026 às 19h43
Por: Douglas Ferreira
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Mesmo no Datafolha Flávio Bolsonaro mantém a dianteira numérica em relação a Lula - Foto: Reprodução/Arte gerada por IA
Mesmo no Datafolha Flávio Bolsonaro mantém a dianteira numérica em relação a Lula - Foto: Reprodução/Arte gerada por IA

A três dias de os brasileiros voltarem às urnas, Flávio Bolsonaro (PL) continua numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (22), mostra o senador com 47% das intenções de voto, contra 46% do presidente. É um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, mas há um dado político que não pode ser ignorado: Flávio segue na dianteira.

E isso não é pouca coisa.

Primeiro, porque demonstra que a campanha do senador conseguiu se consolidar desde o primeiro turno. Segundo, porque a estratégia de marketing de Lula, apesar da ofensiva contra o adversário, não produziu até aqui o resultado esperado. A três dias da votação, o petista continua sem conseguir se descolar do candidato do PL.

O resultado é um cenário praticamente inalterado, no qual Flávio mantém sua posição competitiva e chega à reta final com motivos para acreditar na vitória. Em uma disputa tão apertada, permanecer numericamente à frente significa resistir à pressão do adversário e preservar o potencial de crescimento entre os eleitores que ainda não definiram o voto.

Há, ainda, um fator histórico que pesa nessa equação. Desde a redemocratização, nenhum candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu virar o resultado e vencer a disputa presidencial no segundo turno. O retrospecto, por si só, não determina o resultado deste domingo, mas representa um obstáculo político para Lula, que precisa superar não apenas a vantagem numérica do adversário, mas também essa tendência histórica.

Datafolha confirma a vantagem numérica de Flávio

Os números detalhados da nova pesquisa reforçam o equilíbrio da disputa, mas mantêm Flávio à frente. Na semana passada, o senador também tinha 47%, enquanto Lula aparecia com 45%. Agora, Flávio permanece no mesmo patamar, e o presidente avança um ponto, chegando a 46%. A diferença diminuiu, mas o petista continua sem assumir a dianteira.

Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio registra 50,53%, contra 49,46% de Lula, conforme os números divulgados. É uma diferença estreita, insuficiente para decretar qualquer vitória antecipada, mas que mantém o senador numericamente à frente.

A pesquisa ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e registrado no TSE sob o número BR-09709/2026.

Brancos e nulos somam 5%, enquanto 2% dos entrevistados ainda estão indecisos. São eleitores que podem fazer diferença numa eleição decidida por uma margem mínima.

Militância nas ruas não é garantia de voto

Lula também se movimenta. A militância petista está nas ruas, a campanha tenta mobilizar seus apoiadores e os últimos esforços se concentram na conquista dos votos restantes. Mas existe uma diferença fundamental entre mobilizar quem já está convencido e conquistar quem ainda hesita.

Em reta final, barulho de campanha não se converte automaticamente em voto. Uma coisa é reunir militantes, levantar bandeiras e ocupar as ruas. Outra, bem diferente, é convencer o eleitor indeciso a mudar de posição diante da urna.

A três dias da votação, uma virada ainda é possível, mas o tempo para alterar convicções está cada vez mais curto. E, se a ofensiva de Lula não conseguiu produzir uma vantagem consistente até agora, resta saber se os últimos movimentos serão suficientes para mudar o cenário.

Flávio na dianteira, mas sem cantar vitória

Apesar da superioridade numérica, Flávio Bolsonaro não pode tratar a eleição como decidida. A diferença está dentro da margem de erro, e os números mostram uma disputa apertada. Uma oscilação pequena, a mobilização de eleitores ou a transferência de votos ainda pode alterar o resultado.

É justamente por isso que a oposição mantém os pés no chão. A dianteira é um sinal positivo, não um salvo-conduto para comemorar antes da hora. O caminho é continuar trabalhando, buscar voto a voto e evitar qualquer clima de vitória antecipada.

Flávio chega aos últimos dias numericamente à frente, mas sabe que pesquisa não é urna. O senador tem razões para confiar na campanha, sem perder de vista o tamanho do desafio. A eleição continua aberta, e o resultado será definido pelos brasileiros que comparecerem às urnas neste domingo.

No fim, a questão é simples: Lula precisa virar o jogo; Flávio precisa manter a posição. Em uma disputa tão equilibrada, quem errar menos nos últimos metros poderá levar a vitória.

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