
Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, aprofundando uma sequência negativa que já dura quatro anos. O resultado é mais que o triplo do rombo de 2024, quando a estatal perdeu R$ 2,6 bilhões. A virada para o vermelho começou após o lucro recorde de 2021, que havia chegado a R$ 3,7 bilhões.
Segundo a empresa, o resultado foi pressionado principalmente pelo aumento dos custos operacionais e pelo provisionamento de despesas judiciais. Com isso, o patrimônio líquido terminou o ano em R$ 13,1 bilhões negativos, um sinal claro de deterioração financeira. A trajetória recente mostra uma queda rápida após dois anos de lucro, com prejuízos seguidos desde 2022.
Para tentar conter a crise, os Correios colocaram em prática um plano de reestruturação financeira no fim de 2025. A primeira fase focou em reorganizar o caixa, pagar dívidas atrasadas e recuperar a confiança de fornecedores e parceiros. Como parte dessa estratégia, a estatal captou R$ 12 bilhões em crédito junto a bancos, garantindo fôlego imediato para manter as operações.
Outras medidas incluem a venda de imóveis sem uso, com expectativa de arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão, além da reabertura do Programa de Demissão Voluntária em 2026. A adesão ficou bem abaixo do esperado, com pouco mais de 3 mil funcionários. O plano ainda prevê cortes mais profundos, como o fechamento de cerca de 16 por cento das agências e a renegociação de passivos, numa tentativa de equilibrar as contas e evitar um agravamento ainda maior da crise.
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