A investigação envolvendo a vereadora de Piripiri Francinalva Coelho de Melo, a Nalvinha Melo, ganhou um novo desdobramento. A Polícia Federal pediu a realização de perícia no celular apreendido com a parlamentar, presa em flagrante após sacar R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária do município.
A análise pretende acessar o conteúdo armazenado no aparelho, incluindo chamadas, contatos, documentos e mensagens trocadas por aplicativos como WhatsApp, Telegram e Messenger. De acordo com os investigadores, as informações poderão auxiliar na identificação da origem dos recursos, de eventuais movimentações financeiras e de possíveis pessoas relacionadas ao caso.
A apuração foi iniciada após comunicações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que identificou a operação bancária envolvendo o saque em dinheiro. Conforme a Polícia Federal, as primeiras análises revelaram movimentações financeiras superiores a R$ 2 milhões nas contas ligadas à vereadora entre 2025 e 2026, valores considerados atípicos para o perfil econômico apresentado.
Em depoimento, Nalvinha Melo declarou que o montante seria destinado à compra de um imóvel em Piripiri. Apesar da justificativa, o dinheiro foi apreendido durante a abordagem realizada pelos agentes federais.
O inquérito também apura a relação da parlamentar com empresas que possuem contratos com órgãos públicos. Segundo o relatório policial, uma dessas empresas recebeu cerca de R$ 14,3 milhões de prefeituras do Piauí e do Ceará entre 2022 e 2026, enquanto outras sete empresas são alvo de análise quanto à participação da vereadora em sua administração.
A Polícia Federal afirma que as investigações continuam e que a perícia no celular poderá fornecer novos elementos para esclarecer a origem dos recursos e eventual participação de outras pessoas nos fatos investigados.