
A investigação envolvendo a vereadora de Piripiri, Nalvinha Melo, entrou em uma nova fase. A Polícia Federal solicitou à Justiça a quebra do sigilo telefônico e telemático da parlamentar, além da realização de perícia no aparelho celular apreendido durante a operação que resultou na apreensão de R$ 500 mil em espécie.
O objetivo da medida é extrair dados como registros de ligações, agenda de contatos e mensagens trocadas por aplicativos, entre eles WhatsApp, Telegram e Messenger. Segundo a PF, essas informações poderão ajudar a identificar interlocutores, rastrear movimentações financeiras e esclarecer a origem dos recursos.
A investigação teve início após um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do COAF apontar movimentações consideradas atípicas. Conforme a Polícia Federal, também estão sendo analisados contratos públicos e empresas ligadas à vereadora, além de créditos milionários registrados em suas contas entre 2025 e 2026.
Durante o interrogatório, Nalvinha Melo informou que o dinheiro seria utilizado na compra de um imóvel, mas exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio ao ser questionada sobre outros pontos da investigação.
É importante destacar que a solicitação de quebra de sigilo faz parte da fase investigativa e não representa uma condenação. A medida busca reunir provas que permitam confirmar ou afastar as suspeitas. Caberá à Justiça decidir sobre o pedido e, ao final da investigação, avaliar se existem elementos suficientes para eventual ação penal.
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