
Opção feita. A influente e conceituada Revista Oeste tem seu lado, e isso está correto. É melhor agir assim do que de forma disfarçada. Mas isso é jornalismo? O que é, afinal, a arte de informar?
Nos States, é assim. Ao abrir um portal — pois jornais e revistas impressos estão em extinção —, você já sabe qual é o espectro político defendido pelos proprietários. The Washington Post, The New York Times, Los Angeles Times etc. Todos sabem o que representam e qual ideologia defendem. Não é à toa que os dois partidos mais conhecidos e que obtêm êxitos eleitorais são apenas os Republicanos e os Democratas.
Ao abrir o editorial ou as matérias e reportagens da conceituada e influente Revista Oeste, você já sabe do que se trata. E não é birra. É o jornalismo como deve ser. Jornalismo é oposição e fiscalização governamental. O resto é "secos e molhados"; é publicidade. E publicidade paga é algo muito perigoso do ponto de vista jornalístico. Eis a realidade!
Nobre escritor, vamos logo à capa da semana? Tudo bem. Vamos lá. Digitais do PT – Jaques Wagner, líder do governo no Senado e amigo de longa data de Lula, deixa o cargo depois de ser incorporado ao elenco de figurões afundados até o pescoço no escândalo do Banco Master. Carta ao Leitor – Edição 328 – A onda conservadora que invade a América Latina e o Vale do Silício brasileiro estão entre os destaques desta edição.
Branca Nunes, diretora de Redação, "afirma" que, desde que o PT chegou ao poder, em 2003, o partido esteve presente em todos os grandes escândalos registrados no submundo da corrupção. A mais recente lambança envolvendo a companheirada tem como protagonista o senador Jaques Wagner, que acaba de juntar-se aos figurões afundados até o pescoço nas bandalheiras do extinto Banco Master.
Um dos fundadores do PT e amigo de longa data de Lula, Wagner elegeu-se governador da Bahia por dois mandatos e ajudou a eleger como sucessores Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. Em pouco mais de duas décadas, o PT transformou o estado em referência no campo da violência e em terreno fértil para facções criminosas, como o Comando Vermelho. Não é pouca coisa. Mas não é tudo.
Pressão recorrente? O que é isso mesmo? No contexto político, pressão recorrente é a ação contínua exercida por grupos de interesse, pela sociedade civil ou pelos meios de comunicação sobre os tomadores de decisão. O objetivo é influenciar a formulação de políticas públicas, alterar votações legislativas ou forçar mudanças no governo de forma sistemática. Ela se manifesta de diferentes formas no cenário institucional, destacando-se as seguintes frentes:
Grupos de lobby e corporações, como associações empresariais ou sindicatos, atuam continuamente junto aos Três Poderes. Utilizam dados técnicos, articulação política e financiamento para pautar projetos de lei e direcionar a alocação de recursos públicos e as regulamentações do Estado. A cobertura midiática e a formação da agenda pública também consistem no acompanhamento constante dos fatos. As críticas da imprensa funcionam como uma força "coercitiva". Ao destacar falhas ou escândalos de forma contínua, a mídia força o poder público a dar respostas, recuar em decisões impopulares ou demitir autoridades.
Isso, sim, é jornalismo de verdade e independente! O que faz a influente e conceituada Revista Oeste? Mostra o que a velha mídia, segundo seus defensores, não tem coragem de mostrar. Mas como se manter financeiramente? Parte da resposta está nos próprios assinantes, cujo número cresce a cada dia de forma contínua. Quer um país realmente melhor? Que tal economizar naquela cervejada ou na rodada de uísque que não leva ninguém a lugar nenhum e assinar a Revista Oeste?
Quanto maior for o número de assinantes, maior será a possibilidade de o Brasil tornar-se o país sério, honesto e justo que tantos almejam. Mas isso é utopia? Não. Depende apenas de o bem triunfar sobre aqueles que não desejam o bem coletivo, mas, sim, o enriquecimento ilícito e pessoal. Eis a realidade. A Revista Oeste faz o que deveriam fazer?
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