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Digital “sepulta” o impresso?

Apenas o nome não reflete mais o necessário poder?

22/06/2026 às 11h19 Atualizada em 22/06/2026 às 11h32
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://www.shutterstock.com
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Amanheceu com surpresas em seu e-mail? Um dos maiores jornais do Brasil está oferecendo assinatura anual por apenas R$ 1,99 por mês? O que era mesmo o jornal impresso?

O jornal impresso era um meio de comunicação de massa em formato físico, impresso em papel, destinado à publicação diária ou periódica de notícias, artigos de opinião, reportagens, anúncios e entretenimento. Ele era estruturado para cobrir os mais diversos interesses sociais, como política, economia, esportes e cultura.

Só que bancas de jornais e revistas praticamente não existem mais e, quando existem, vendem principalmente produtos eletrônicos ou “bugigangas”. Mas também, seguindo “narrativas e apenas expondo narrativas”, quem ainda se dá ao trabalho de fazer uma assinatura impressa? No máximo, faz a digital e apenas por curiosidade, para saber o que anda publicando a velha mídia.

O jornalismo atual continua sendo factual, mas exige cada vez mais instantaneidade. Já existem jornais digitais? Sim, e são publicações jornalísticas veiculadas na internet, acessíveis por computadores, celulares e tablets. Eles substituem o formato impresso por conteúdos dinâmicos que aproveitam os recursos da web.

E como funcionam? Com notícias publicadas instantaneamente, sem a necessidade de esperar pela impressão diária. Há integração de textos, imagens, vídeos, infográficos e podcasts na mesma reportagem. Utilizam links internos que conectam o leitor a matérias relacionadas ou documentos de contexto. Oferecem espaço para comentários diretos, enquetes e compartilhamento facilitado em redes sociais. Permitem acesso global e arquivo contínuo de notícias antigas. Esse formato revolucionou a forma de consumir informação e abrange tanto portais de notícias tradicionais, que migraram para o meio digital, quanto mídias nativas da internet.

Digital “sepulta” o impresso? Em termos jornalísticos, jornais e revistas impressos, nos dias atuais, são um negócio inviável. E a TV aberta? A tendência é continuar sendo ocupada apenas por emissoras católicas e evangélicas. "Percebeu a cobertura" das eleições da Colômbia via impresso ou digital? Mas tem gente que ainda acredita na força do jornal impresso? Existem dois jornais fortes em São Paulo? Se ainda existem, a tendência é que um deles sucumba, pois parou no tempo e ainda oferece assinatura por R$ 1,99 no primeiro mês e, a partir do sexto mês, por R$ 9,90. Com certeza, vai perder os poucos assinantes que ainda lhe restam. Será que o "jornal do tradicional cavalo azul” vai ganhar muito mais assinantes a partir de agora? Certo mesmo é que a “sangria pode diminuir”. Pelo menos está tentando evoluir e já comprou até mesmo uma empresa apenas para cuidar do avanço tecnológico e tornar-se cada vez mais digital.

Praticamente todo estado da República Federativa do Brasil percebe o sucumbir dos jornais impressos. Eis a realidade. Mas o problema é ser digital ou impresso? Pode ser que sim e pode ser que não? Os jornais digitais da Colômbia deram o resultado em primeira mão. Percebestes? E qual a diferença entre os jornais da Colômbia e os do Brasil? A forma de abordar a notícia. Até mesmo o “cavalo azul” usou bem mais a expressão “extrema direita”. Já os jornais colombianos simplesmente enfatizaram a vitória do candidato e sua ligação direta com Donald J. Trump.

A tendência é que o presidente dos Estados Unidos da América agora comece a declarar abertamente apoio ao seu candidato no Brasil? Certo mesmo é que, independentemente de ser impresso ou digital, apenas os United States of America podem dar o que desejam e fazer os ventos soprarem também na imprensa brasileira. O diabo é quem duvida. Afinal, do que eles — a imprensa prestes a falir — gostam? Todos sabem e nem querem saber de onde jorra aquilo que mais desejam.

O sistema colombiano acabou de ruir. O próximo será o Brasil? Somente os States podem fazer frente aos últimos resquícios da “sinagoga de satanás”. Em suma, o que mais importa não é o mal menor e o bem maior? Este tradicional método de atuar os americanos já sabem como lidar e descobriram isso em tempo hábil.

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
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