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Política EXPURGO DE MORAES

Impeachment de Moraes: A luta que separa os homens dos cargos; veja vídeo

Com 40 assinaturas já colhidas, Senado trava batalha histórica contra o ministro Alexandre de Moraes. Mas os senadores do Piauí, especialmente Ciro Nogueira, fogem da luta. O que está em jogo?

07/08/2025 às 10h58 Atualizada em 07/08/2025 às 13h00
Por: Douglas Ferreira
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Senadores se movimentam para atingir o quórum de 54 assinaturas contra Moraes - Foto: Reprodução
Senadores se movimentam para atingir o quórum de 54 assinaturas contra Moraes - Foto: Reprodução

Um país se faz com livros... e com homens dispostos à luta

Há momentos na história de uma nação em que o silêncio dos bons grita mais alto do que a voz dos maus. O Brasil vive um desses momentos. Um tempo em que a toga virou espada, e a Constituição, alvo de rasuras.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, vem sendo acusado de extrapolar os limites do cargo. Com o pretexto de proteger a democracia, segundo críticos, estaria promovendo censura, perseguindo opositores e usurpando competências dos demais Poderes — tudo isso debaixo do silêncio cúmplice de parte do Congresso.

Mas uma fagulha reacende a esperança de equilíbrio institucional: um movimento no Senado que busca o impeachment de Moraes já conta com 40 assinaturas. São senadores que entendem que a democracia não sobrevive sem freios, contrapesos e coragem. Senadores que ousam. Que enfrentam. Que escolhem o Brasil, não os cargos.

Para que a matéria seja pautada, o Regimento Interno do Senado, em seu artigo 58, é claro:

“A pauta poderá ser modificada pela Presidência, de ofício ou a requerimento da maioria absoluta dos membros do Senado”.

Com 54 assinaturas, a Presidência do Senado é obrigada a pautar a matéria. Ou seja: o impeachment de Moraes não é uma pauta impossível — é uma questão de maioria.

O ministro Alexandre de Moraes está na berlinda do Senado e pode ser o primeiro Ministro a ter o impeachment aprovado - Foto: Reprodução

Os que ousam lutar e os que fogem da história

Dos 81 senadores, 41 já assinaram. Outros 21 estão indecisos. E 19 formam a base governista — colada ao Palácio do Planalto e, ao que tudo indica, em consórcio com o STF.

Mas o que causa espanto é a omissão da bancada do Piauí.

  • Marcelo Castro (MDB) e Juçara Lima (PP) estão entregues ao lulismo. O primeiro é velho conhecido do petismo; a segunda, esposa de deputado da base aliada, é refém política do governo.

  • Mas e Ciro Nogueira, o outrora líder da oposição? Por que se calou? Por que não assinou?

A resposta do senador é evasiva:

“Não assinei e nem vou assinar porque é uma pauta impossível”.

Impossível? Ou inconveniente? Ciro conhece o Senado como poucos. Sabe onde pisar. Mas também sabe que política não é feita apenas com cálculo — é feita com posições. E a história não costuma perdoar os omissos.

Pressão popular pode mudar o jogo

Ainda há tempo. O Senado é uma casa política, e como tal, reage ao clamor das ruas. A pressão pode quebrar a mordaça do medo. A coragem pode nascer da convicção. E o Brasil pode ser reconstruído com livros, sim — mas também com homens que não se curvam.

A luta de agora é dura. Não é para todos. Mas é a única capaz de impedir que a toga se transforme em trono. E que o Supremo se torne absoluto num regime que ainda se pretende democrático.

Confira o vídeo com as justificativas de Ciro Nogueira:

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