
Recentemente, tive o privilégio de assistir, durante a 75ª Conferência Distrital do Rotary Club, a uma palestra bastante inspiradora do alpinista e palestrante cearense Rosier Alexandre, conhecido como “o engraxate que escalou o Everest”.
Nascido em uma humilde casa de taipa no sertão de Monsenhor Tabosa (CE), Rosier superou uma infância de muita pobreza, trabalhando como agricultor, engraxate e vendedor de frutas. Em vez de aceitar os limites que o destino parecia lhe reservar, ele decidiu perseguir um sonho grandioso: conquistar os Sete Cumes, as montanhas mais altas de cada continente.
Após anos de rigorosa preparação, persistência e superação de tragédias — como as tentativas frustradas no Everest por avalanche e terremoto —, ele chegou ao topo do mundo em 2016 tornando-se o primeiro nordestino a completar o projeto.
Em sua palestra, Rosier compartilhou lições valiosas sobre planejamento, gestão de riscos, resiliência e, acima de tudo, a importância de não desistir. “O sertão me ensinou a resistir. A montanha me ensinou a persistir”, costuma dizer. Com sua trajetória real, ele provou que barreiras aparentemente intransponíveis podem ser superadas com disciplina, planejamento e propósito.
Logo após sua apresentação, a Governadora Distrital Maria Vital fez uma bela reflexão sobre o tema. Ela lembrou que todos nós temos montanhas a superar. Todos nós temos nossos Everests. Uma reflexão poderosa que trouxe a mensagem para o plano pessoal de cada um: independentemente do tamanho do desafio, cabe a nós decidir enfrentá-lo.
No Rotary, essa analogia ganha ainda mais força seja nos projetos de serviço, no compromisso com a liderança e no desejo de impactar positivamente a comunidade os Everests aparecem e exigem preparação, trabalho em equipe, planejamento e coragem para seguir em frente, mesmo quando o caminho se torna árduo.
Rosier Alexandre e a Governadora Maria Vital nos deixaram um convite claro e motivador: identificar nossas próprias montanhas e dar os passos necessários para superá-las. Porque a verdadeira vitória não está apenas no cume, mas na transformação que acontece durante a subida.
E você? Está preparado para enfrentar as suas montanhas?
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