
Eis a matéria da revista Crusoé, repercutindo o que de fato anda acontecendo na República Federativa do Brasil. Capa: “Operação Cala a Boca” — Moraes e Dino quebram sigilo da fonte e abrem margem para acabar com a liberdade de imprensa. Mas o que é mesmo a liberdade de imprensa?
A liberdade de imprensa garante que jornalistas possam investigar e publicar informações livremente, possibilitando o acesso do povo à informação, conforme o art. 5º da Constituição Federal. A liberdade de imprensa é base para todo Estado Democrático. Através dela, o povo exerce seu direito de ser informado e de participar da cidadania com consciência sobre a realidade pública.
Crusoé: “Operação Cala a Boca”. Moraes e Dino quebram sigilo da fonte e abrem margem para acabar com a liberdade de imprensa. E mais: “Efeito Tiririca” e “O peso da corrupção”.
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de autorizar uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado como fonte de informações do jornalista Luís Pablo, deveria acender uma luz vermelha entre aqueles que levam a sério a liberdade de imprensa no Brasil.
Não se trata de afirmar que uma fonte jornalística esteja acima da lei. Não está. Tampouco significa que um jornalista possa cometer crimes sob o argumento de estar exercendo a profissão. Não pode. O ponto é outro: o Estado não pode se exceder, sob o risco de transformar a investigação sobre a origem de uma informação em instrumento de intimidação da própria atividade jornalística, diz Wilson Lima em “Operação Cala a Boca”, reportagem de capa da nova edição de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé: na matéria “Efeito Tiririca”, Wal Lima mostra que, em uma eleição com 25 mil candidatos, quem tem fama e provoca risadas pode sair na frente. Além do humorista Tiririca, conhecido pelo lema “Pior que tá não fica”, outros personagens que ficaram famosos com dancinhas e bordões tentarão transformar a fama em mandato este ano.
Em “O peso da corrupção”, Guilherme Resck conta que o eleitorado brasileiro tem uma tolerância significativa com a corrupção no país. Embora a corrupção seja um dos temas que mais preocupam os brasileiros, com 36% das pessoas dizendo ser o maior problema do país, segundo pesquisa Ipsos de julho, candidatos investigados ou envolvidos em relações suspeitas seguem entre os preferidos.
Moço, o que significa popularmente a expressão “cala a boca”? A expressão “cala a boca” é uma ordem direta e ríspida para que alguém pare de falar, fique em silêncio ou cesse algum barulho. Ela é considerada informal, indelicada e, muitas vezes, ofensiva ou agressiva, dependendo do tom e da relação entre as pessoas.
Ah, isso no Brasil é comum. Mas, em se tratando de quem deveria manter a ordem e respeitar a Constituição, é outros quinhentos? A reação da sociedade ainda é forte e decisiva? Afinal, qual é o verdadeiro medo?
O medo da autoridade é uma resposta emocional de submissão, ansiedade ou pânico diante de pessoas que possuem poder, cargo superior, força institucional ou controle sobre o destino de alguém. Esse temor surge frequentemente da confusão entre respeito legítimo e subordinação imposta pelo receio de punição.
E cuidado, pois esse medo é difundido. Existem igrejas evangélicas que fazem “verdadeiro culto às autoridades”. É permanentemente proibido “falar, mencionar ou até mesmo "criticar" autoridades”!. São "devotos" de todo erro?
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