
O que é isso mesmo? A “reta razão” (do latim recta ratio) significa o uso correto, reto e verdadeiro da capacidade de pensar. Na filosofia, representa a faculdade humana guiada pela lógica natural, pela virtude e pela prudência, capaz de discernir o bem do mal e tomar decisões justas e equilibradas. Filósofos como Cícero descreviam a reta razão como uma lei imutável e eterna, ligada à natureza humana, que prescreve o bem. No tomismo e na filosofia moral, agir com reta razão é sinônimo de prudência, pois significa avaliar a realidade sem vieses ou impulsos destrutivos, para agir de forma correta. Pensadores modernos, como Thomas Hobbes, usavam o conceito para explicar o cálculo racional necessário para criar leis civis e garantir a paz social.
Em suma, a soberba intelectual é algo extremamente perigoso. Você conhece o livro A Doutrina Cristã? Já ouviu falar?
Moço, o que ainda repercute no noticiário desde ontem? “Alexandre de Moraes fragiliza democracia ao violar sigilo da fonte de jornalista”, diz em sua coluna de O Globo a honesta e íntegra Malu Gaspar. E diz mais: “A história das democracias modernas está repleta de escândalos derivados de apurações jornalísticas expondo o que os poderosos buscam esconder. Do mensalão ao petrolão, da Vaza-Jato à rachadinha de Flávio Bolsonaro ou às fraudes do Banco Master, todos esses casos fundamentais para a depuração das nossas instituições só andaram graças a fontes que nunca teriam colaborado se fossem obrigadas a se identificar.”
De tão central para o fortalecimento da democracia, o sigilo da fonte é garantido na Constituição como cláusula pétrea, que nem uma emenda constitucional pode alterar. No entanto, nesta semana, nos vimos metidos num debate bizantino sobre a legalidade de uma decisão de Alexandre de Moraes que simplesmente atropelou esse direito fundamental: a ordem para que a Polícia Federal (PF) fizesse busca e apreensão sobre um político que municiou de informações um blogueiro do Maranhão.
Em suma, ninguém aguenta mais tudo isso. Tudo nesta vida tem limites!
E a reta razão? E o livro A Doutrina Cristã? De que trata? O livro A Doutrina Cristã (De doctrina Christiana), escrito por Santo Agostinho entre 396 e 426 d.C., é um tratado teológico e manual clássico de hermenêutica, exegese e retórica sacra. A obra ensina como interpretar corretamente as Sagradas Escrituras e como pregar a palavra divina com clareza e sabedoria.
Deveriam existir livros assim sobre a contextualização jurídica? Existem. O que anda acontecendo é que tudo o que começa e a que dão corda segue cada vez mais se acentuando. E qual o pretexto maior? Inverter valores. Com a perseguição a fontes quem terá a coragem de dar informações sobre a corrupção? Países sem imprensa livre são um verdadeiro caos. O BRASIL precisa atualmente de sabedoria. Juízo. Prudência. Até mesmo os poderes somente funcionam bem com a devida obediência e respeito às leis estabelecidas.
O que é uma cláusula pétrea? É uma norma da Constituição que não pode ser abolida ou alterada de forma a destruir seu núcleo central, nem mesmo por meio de uma Emenda Constitucional. O termo vem de “pedra”, indicando algo firme, fixo e imutável. Elas servem para proteger a democracia e os direitos fundamentais contra mudanças repentinas de governos ou maiorias parlamentares temporárias.
Qual o santo do dia, nobre escritor? Que bom que estão a desejar saber. Hoje, a Igreja comemora Santa Dulce dos Pobres, o anjo bom da Bahia. Que a santa deste dia seja capaz de colocar juízo em quem parece “viver e conviver” em outras esferas de mundo. Afinal, qual a melhor definição de juízo? Percepção correta do que é a realidade!
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