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Política CREDIBILIDADE

STF em baixa: da confiança institucional à crise de credibilidade

Como escolhas políticas, escândalos e disputas de poder ajudaram a corroer a imagem da Suprema Corte brasileira ao longo dos últimos anos

01/05/2026 às 08h53 Atualizada em 01/05/2026 às 10h14
Por: Redação GH1 Fonte: Loisima Miranda
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Loisima Miranda - Foto: Reprodução/Acervo pessoal
Loisima Miranda - Foto: Reprodução/Acervo pessoal

Por que o Supremo Tribunal Federal (STF) chegou ao seu menor índice de aprovação?

Recordo-me do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em maio de 2003, Lula indicou para o STF um jurista que fora convidado por sua formação intelectual e profissional (pois era Procurador da República concursado) e doutor pela Universidade de Paris.

O Dr. Joaquim Barbosa não era um militante político-partidário e, ao ser questionado sobre a sua atuação junto ao STF, declarou, à época, que manteria sua independência, independentemente da corrente política que o indicou.

Sim.

A indicação e a aprovação no Senado, por uma maioria fragorosa, demonstravam a força de Lula e, em menor grau, indicavam também que o Senado, à época presidido por José Sarney, respeitava o conhecimento jurídico, a formação profissional e o resgate histórico de reconhecimento à nossa raça negra, que, sem nenhuma dúvida, contribuiu para a formação dessa nação ímpar - por ter um território continental, uma miscigenação única e onde falamos o mesmo idioma de norte a sul, sem quaisquer dialetos (à exceção de algumas tribos onde ainda se fala a língua materna de seu povo).

Eram outros tempos!

O país havia optado por uma mudança onde o mérito seria o Norte.

Infelizmente - e isso eu presenciei passo a passo - o governo foi sendo pressionado todos os dias a aceitar novos “petistas”, e esses novos, juntados a alguns antigos, começaram a minar o projeto inicial do PT.

Não deu outra.

Inicia-se em nosso país o chamado “mensalão”, o escândalo de corrupção política envolvendo grande parte dos atuais atores corruptos que ainda governam direta ou indiretamente nosso país.

E o que aconteceu com o então primeiro ministro negro indicado no terceiro mês do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva?

Cumpriu a palavra dada ao Senado de nossa República.

Foi o relator do processo do mensalão e, incansavelmente, trabalhou não poupando absolutamente ninguém. Tanto que uma das figuras mais emblemáticas e poderosas do primeiro governo de Lula, o senhor José Dirceu, foi preso e condenado.

Sim, naquele momento, muitos petistas, já picados pelo bicho encantador do “poder”, iniciaram uma verdadeira campanha de difamação contra um ministro do STF que estava apenas honrando a toga e a palavra dada.

E o que aconteceu depois?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez sua segunda indicação para o STF e resolveu indicar um cidadão sem nenhuma credencial acadêmica laureada e que, em seu currículo, tinha tão somente duas reprovações em concurso público e, pasmem, para humilhação e deboche ao Judiciário brasileiro, fora reprovado em certames para juiz substituto.

Esse foi um dos primeiros erros de Luiz Inácio Lula da Silva.

A partir desse momento, inicia-se uma péssima cultura de que o STF está à disposição do presidente da República e do Senado Federal, tão somente para ser ocupado por amigos ou amigos de amigos.

Basta darmos uma olhada na maioria das indicações que se sucederam…

O Brasil arde de decepção, uma atrás da outra.

Precisamos de uma depuração urgente…

A rejeição de Jorge Messias ontem nos faz pensar o quanto é importante o sistema de freios e contrapesos. Mas qualquer sistema, por mais perfeito que seja, torna-se inócuo se seus operadores pensarem tão somente em seus umbigos ou nos umbigos dos amigos dos amigos de seus pais.

Após a votação de ontem, inicia-se uma nova fase em nosso país e espero que não seja para pior.

Pois, para mim, ficou claro, em decorrência do que foi veiculado pela imprensa, que houve uma parceria entre todos os que não querem que essa depuração em nosso país seja realizada.

Infelizmente, nem todos querem ver ou saber, mas todos votam - e não estão pensando em nosso Brasil.

Ah!

Opinião pessoal.

Assim como Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está rodeado e laçado por um monte de traíras.

Como dizia minha saudosa e querida avó paterna: “no mundo tem gente para tudo - e ainda sobra gente”.

Abraço grande.

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