
O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) determinou a suspensão da divulgação da pesquisa eleitoral do Instituto Amostragem, registrada sob o número PI-00748/2026, que estava prevista para este domingo (16).
A representação foi apresentada pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, que questionou a metodologia adotada pelo instituto. A principal contestação envolve a ordem das perguntas aplicadas aos entrevistados.
Segundo a representação, antes de perguntar espontaneamente em quem o eleitor pretende votar para governador, o questionário apresenta uma sequência de perguntas sobre avaliação da gestão de Rafael Fonteles, obras e programas do governo estadual.
Para a relatora, desembargadora eleitoral Lucicleide Pereira Belo, a sequência poderia influenciar a resposta do entrevistado e comprometer a espontaneidade da intenção de voto.
A decisão menciona o chamado efeito de ancoragem, fenômeno em que uma informação apresentada anteriormente pode influenciar a resposta dada posteriormente.
Com isso, a pesquisa registrada no TRE-PI não poderá ser divulgada até nova decisão judicial. A relatora considerou que o possível efeito de ancoragem seria suficientemente evidente para justificar a intervenção judicial, sem necessidade, neste momento, de perícia técnica ou produção de outras provas.
O caso coloca novamente em debate a metodologia das pesquisas eleitorais e até que ponto a formulação e a ordem das perguntas podem interferir no resultado apresentado ao eleitorado.
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