
O que é mesmo isso? Descreve uma dinâmica em que uma pessoa continua a perseguir um objetivo, afeto ou atenção mesmo após repetidas recusas. Essa atitude acaba ferindo a própria dignidade, autoestima e respeito próprio. A expressão é utilizada frequentemente em contextos psicológicos, sociais e de relacionamentos para descrever situações de: Desvalorização: a pessoa se coloca em posição de submissão, mendigando atenção, afeto ou aceitação.
Perda de respeito: ignora os próprios limites e os limites do outro, gerando desconforto e até constrangimento público ou privado. Falta de reciprocidade: ocorre quando fica claro que a outra parte não tem interesse, mas a insistência cega impede o encerramento do ciclo. Agora, você já pensou na insistência degradante no contexto ideológico? Insistir naquilo que não tem lógica, sentido e muito menos retorno algum. Eis o que está acontecendo na República Federativa do Brasil?
Olha só o que diz o Estadão no dia de hoje: "Ninguém solta a mão de ninguém. Chegou a vez de o Banco do Brasil fazer seu sacrifício para ajudar os Correios. A julgar pela tradição lulopetista, mais empresas e órgãos públicos serão 'convidados' a participar do socorro." Do outro lado, há outro jornal dizendo o seguinte: "Previdência perde 56% de arrecadação por meio de benefícios fiscais e sonegação. Estudo feito por auditores da Receita Federal aponta que tratamentos favorecidos drenam mais recursos do que a evasão." E diz mais: "Quem vai cuidar de você? Brasil envelhece sem se preparar para a conta da longevidade."
A velha mídia começa a perceber algo incerto e cada vez mais duvidoso? Certo mesmo é observar o que está acontecendo com uma empresa que possui o "monopólio" de algo que já não existe mais como primazia no mundo moderno e contemporâneo. E o Estadão bate forte e diz: "Já está clara a estratégia que o governo Lula usará para tentar evitar — ou postergar — a ruína dos Correios. Caberá a outros órgãos e empresas sob seu controle esticar artificialmente a vida da estatal zumbi." Só isso explica o fato de o Banco do Brasil (BB) ter firmado um novo acordo com a empresa para a prestação de serviços postais em todo o País. A empresa já não deveria ter sido vendida?
Insistência degradante? É mero e puro ideologismo? Simplesmente não querem vender a empresa e ainda insistem que o contribuinte pague pelos desmandos? Certo mesmo é que "ninguém solta a mão de ninguém", diz o Estadão em editorial: "O contrato anterior vencia em 10 de julho, e o novo, válido para os próximos cinco anos, poderá alcançar até R$ 2,3 bilhões. O BB garante que a decisão foi tomada de forma 'independente'. A contratação, no entanto, deu-se de maneira direta, ou seja, sem a realização de um procedimento licitatório. A justificativa do BB é de que a maior parte dos serviços demandados está sujeita ao monopólio postal.
Sobre os demais serviços não monopolizados, entre os quais a entrega de encomendas expressas, a instituição financeira informou ter consultado outras duas empresas. Alegou, no entanto, que os valores eram similares aos cobrados pelos Correios e justificou que a estatal seria a única organização com capilaridade, abrangência nacional e capacidade operacional suficientes para assegurar atendimento integrado, contínuo e padronizado em todo o território nacional, inclusive em localidades remotas e de difícil acesso."
Que insistência degradante é esta? É quase inacreditável que um dos maiores bancos do País em ativos, carteira de crédito, número de clientes e valor de mercado trabalhe dessa forma, mas é exatamente assim que opera o lulopetismo quando se trata de empresas estatais. No caso do BB, uma sociedade de economia mista com capital aberto, quase metade das ações da instituição financeira pertence a acionistas privados, mas é em momentos como esse que o governo abusa de sua posição de controlador para impor suas vontades de maneira velada. O contribuinte não aguenta mais pagar todas as contas!
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