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XV Domingo do Tempo Comum

A liturgia representa a melhor compreensão!

12/07/2026 às 06h37
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://www.vaticannews.va
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Se o terreno, se os corações forem trabalhados pela simplicidade, pela autenticidade e pela educação libertadora daqueles ídolos, a Palavra descerá qual chuva fina, penetrando a terra e fazendo a semente frutificar.

Vatican News

A demora na realização das promessas de Deus possibilita aos discípulos e a nós entrarmos em crise. Percebendo essa situação, Jesus conta para eles e para nós a parábola das sementes.

A Palavra de Deus é, em si mesma, boa e, se bem apresentada, produzirá muitos frutos. Mas isso não depende só da Palavra; depende também das diversas situações em que se encontra o terreno onde ela é depositada, isto é, das diversas respostas.

A Palavra é oferecida e, exatamente por ser oferecida, conserva em si todo o risco da negligência, do descaso, da não aceitação e da oposição.

De acordo com a parábola, ela poderá ser comida pelos pássaros, poderá cair entre as pedras e não criar raízes e, finalmente, poderá cair entre os espinhos e morrer sufocada.

Vamos refletir sobre cada um desses alertas feitos por Jesus. O primeiro se refere à semente que pode ser comida pelos pássaros. É o nosso medo do sofrimento em relação ao caminho da cruz, tantas vezes abordado por Jesus, e a busca incessante por realizações e êxito. É como aquela pessoa que vê, na possibilidade de exercer um serviço eclesial, uma ocasião de prestígio, de adquirir status.

A semente que caiu entre as pedras e não criou raízes representa aqueles que só externamente aceitaram a Palavra. Ela não foi acolhida com profundidade. Teme-se que a adesão a Cristo seja ocasião de constrangimento, de envergonhar-se.

A que caiu entre os espinhos é a semente sufocada, imagem de muitíssimos cristãos. As preocupações da vida presente, a atração exercida pelo ter, pelo poder, pelo possuir e pelo ganhar se impõem e são obstáculos para o acolhimento da Palavra.

A Palavra não é ineficaz, mas falta o acolhimento. A Palavra se adapta às condições do terreno ou, melhor, aceita as respostas que o terreno dá e que, com frequência, são negativas. É necessário preparar o terreno, os corações, para que percam o endurecimento causado pelos ídolos das ideologias, do consumismo, do dinheiro, do prazer e das demais riquezas.

Se o terreno, se os corações forem trabalhados pela simplicidade, pela autenticidade e pela educação libertadora daqueles ídolos, a Palavra descerá qual chuva fina, penetrando a terra e fazendo a semente frutificar.

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
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