
Olha só a manchete: "A guerra dos sexos – Enquanto homens tendem à direita, mulheres vêm se posicionando mais à esquerda da política – esse fenômeno impacta as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, atuais favoritos à Presidência, e pode definir a eleição deste ano."
É ou não uma manchete estranha? Quer dizer que, se Flávio Bolsonaro não escolher uma mulher como vice, perderá as eleições? Lula já não escolheu o seu vice? E, mais uma vez, não é um homem?
O certo é que apenas esse aspecto nunca definiu o resultado de eleições, afirma categoricamente o jornalista Augusto Nunes, diariamente no programa Oeste Sem Filtro. E diz mais: a escolha de um vice independe de sexo. O vice é, tão simplesmente, uma indicação agregadora. É o tipo de escolha responsável por trazer aliados ou até mesmo "inimigos" para somar ou multiplicar a capacidade da chapa na disputa. A quem, de fato, interessa esse tipo de capa na revista?
Vamos às notícias do dia. Uma das principais? Eis o que diz um texto da redação do Estadão: "EUA foram informados sobre plano do Irã para matar Trump, diz jornal." O sistema de inteligência israelense reportou indícios de planejamento de um ataque à Casa Branca, conforme reportagem do The Wall Street Journal. Israel e Irã não comentaram.
O governo de Israel compartilhou novas informações de inteligência com os Estados Unidos sobre indícios de um novo plano do Irã para assassinar o presidente americano, Donald Trump, reportou o The Wall Street Journal na quinta-feira, dia 9. A publicação afirma ter confirmado a informação com fontes familiarizadas com o assunto. A descoberta marcaria uma nova escalada na guerra entre Washington e Teerã. Nesta semana, uma série de novos ataques marcou o rompimento do cessar-fogo no conflito. A embaixada de Israel em Washington recusou-se a comentar. A missão do Irã nas Nações Unidas não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A Casa Branca encaminhou ao The Wall Street Journal os comentários feitos por Trump na véspera.
A "tradicional" Veja? O que diz mais? Direto da China, a revista mostra o avanço do país na conquista de parceiros comerciais. Está vendo como a República Popular da China atua fortemente? Esse, sim, é o cerne da questão. Vejam o que aconteceu com a carne brasileira e a adoção de uma medida paliativa pelo parceiro preferencial do PT e, especialmente, de Lula. Com poucos cliques, você descobrirá. Basta procurar em fontes confiáveis e entenderá melhor a questão envolvendo um simples produto: a carne.
A imposição de tarifas pela China à carne brasileira favorece o barateamento do produto no Brasil apenas no curto prazo. O mecanismo opera da seguinte forma: como o mercado chinês estipulou uma cota anual e aplica uma sobretaxa proibitiva de 55% sobre o excedente, os frigoríficos reduzem as exportações. Esse volume é, então, redirecionado para os açougues e supermercados brasileiros. Esse aumento abrupto na oferta interna pressiona os preços do boi gordo e, consequentemente, reduz o valor da carne para o consumidor final.
Mas vejam o que poderá acontecer no longo prazo. A medida é considerada temporária. Com a paralisação de abates e as férias coletivas nos frigoríficos, a oferta tende a se normalizar, provocando o retorno da alta nos preços assim que a cota do próximo ciclo for reaberta. Quem terá mais força na questão comercial: China ou Estados Unidos?
Em nenhum momento perceberás o contexto das entrelinhas? Acontece que, quando a China resolveu "internacionalizar a sua força", os Estados Unidos da América já operavam, operam e continuarão operando há muitos anos luz. Quem vencerá? Quem viver verá!
Mín. 21° Máx. 37°