Segunda, 13 de Julho de 2026
35°

Tempo limpo

Teresina, PI

Justiça OPER. UNHA E CARNE

Moraes manda soltar ex-prefeito preso com fuzil e mantém investigação sobre esquema bilionário

Márcio Canella deixa o presídio com tornozeleira eletrônica, entrega passaporte e continuará respondendo às investigações da Polícia Federal sobre suspeita de lavagem de R$ 7,6 bilhões

13/07/2026 às 10h25
Por: Douglas Ferreira
Compartilhe:
Prefeito Márcio Canella - Foto: Reprodução
Prefeito Márcio Canella - Foto: Reprodução

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou a soltura do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, quatro dias após sua prisão em flagrante durante uma operação da Polícia Federal. Embora tenha sido colocado em liberdade, Canella continuará sendo investigado e terá de cumprir uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça.

Os principais pontos do caso são:

Liberdade com restrições. Márcio Canella deixou o presídio de Bangu usando tornozeleira eletrônica e responderá ao processo em liberdade.

Prisão durante operação da PF. O ex-prefeito foi preso na 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 7,6 bilhões envolvendo uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Fuzil encontrado em seu veículo. A prisão ocorreu após policiais federais localizarem um fuzil calibre .556, arma de uso restrito, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Também foram apreendidas outras armas, munições e relógios de luxo.

Fuzil encontrado no veículo do prefeito - Foto: Reprodução

Versão da defesa. Os advogados de Canella afirmam que o fuzil pertence ao policial militar responsável por sua segurança e negam que a arma fosse de propriedade do ex-prefeito.

Medidas impostas por Moraes. Apesar da soltura, Alexandre de Moraes determinou a suspensão do porte de arma, a entrega do passaporte e outras medidas cautelares, enquanto aguarda novos esclarecimentos sobre o flagrante.

Investigação continua. A Polícia Federal mantém Canella entre os investigados por suspeita de participação em organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro.

Outros alvos da operação. A mesma fase da Operação Unha e Carne também teve como alvo o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e se baseia em um relatório do Coaf que identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Em resumo, a decisão de Alexandre de Moraes não encerra o caso. O ministro apenas substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, permitindo que Márcio Canella responda às investigações em liberdade. As apurações da Polícia Federal sobre o suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro seguem em andamento, e a responsabilidade criminal dos investigados ainda será analisada pela Justiça.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários