
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou a soltura do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, quatro dias após sua prisão em flagrante durante uma operação da Polícia Federal. Embora tenha sido colocado em liberdade, Canella continuará sendo investigado e terá de cumprir uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça.
Os principais pontos do caso são:
• Liberdade com restrições. Márcio Canella deixou o presídio de Bangu usando tornozeleira eletrônica e responderá ao processo em liberdade.
• Prisão durante operação da PF. O ex-prefeito foi preso na 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 7,6 bilhões envolvendo uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
• Fuzil encontrado em seu veículo. A prisão ocorreu após policiais federais localizarem um fuzil calibre .556, arma de uso restrito, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Também foram apreendidas outras armas, munições e relógios de luxo.
• Versão da defesa. Os advogados de Canella afirmam que o fuzil pertence ao policial militar responsável por sua segurança e negam que a arma fosse de propriedade do ex-prefeito.
• Medidas impostas por Moraes. Apesar da soltura, Alexandre de Moraes determinou a suspensão do porte de arma, a entrega do passaporte e outras medidas cautelares, enquanto aguarda novos esclarecimentos sobre o flagrante.
• Investigação continua. A Polícia Federal mantém Canella entre os investigados por suspeita de participação em organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro.
• Outros alvos da operação. A mesma fase da Operação Unha e Carne também teve como alvo o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e se baseia em um relatório do Coaf que identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas.
Em resumo, a decisão de Alexandre de Moraes não encerra o caso. O ministro apenas substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, permitindo que Márcio Canella responda às investigações em liberdade. As apurações da Polícia Federal sobre o suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro seguem em andamento, e a responsabilidade criminal dos investigados ainda será analisada pela Justiça.
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