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Política VAZA TOGA 2

Nikolas diz que prisão de Bolsonaro é cortina de fumaça para abafar escândalo da Vaza-Toga 2

Relatório divulgado por jornalistas expõe suposta força-tarefa secreta comandada por Alexandre de Moraes para incriminar opositores, enquanto reação política denuncia “tribunal de exceção” no Brasil

05/08/2025 às 10h51
Por: Douglas Ferreira
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Para Nikolas Ferreira prisão de Bolsonaro tenta sufocar denúncia da “Vaza Toga 2” - Foto: Reprodução
Para Nikolas Ferreira prisão de Bolsonaro tenta sufocar denúncia da “Vaza Toga 2” - Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta segunda-feira (4) que a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, tem como objetivo desviar a atenção da opinião pública para esconder as revelações da chamada “Vaza-Toga 2”.

Segundo o parlamentar, o novo relatório — intitulado “Arquivos do 8 de Janeiro” — traz documentos inéditos que revelam como integrantes do Judiciário, liderados por Moraes, teriam montado uma força-tarefa secreta para perseguir e incriminar opositores políticos do governo Lula (PT).

O que é a Vaza-Toga 2?

A “Vaza-Toga 2” é uma investigação conduzida pelos pesquisadores David Ágape, Eli Vieira e Alex Gutentag, divulgada pelo jornalista americano Michael Shellenberger. O material dá sequência às denúncias já conhecidas da primeira Vaza-Toga e traz como novidade documentos internos e trocas de mensagens que apontariam para práticas de irregularidades no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O que o relatório revela?

De acordo com o conteúdo já divulgado:

  • Foi identificado um grupo secreto no WhatsApp, composto por operadores jurídicos ligados ao Judiciário, que produzia chamadas “certidões de inteligência”;

  • Essas certidões eram utilizadas para incriminar parlamentares, ativistas e influenciadores ligados ao bolsonarismo;

  • Alexandre de Moraes teria atuado diretamente no controle desse fluxo de informações, coordenando ações paralelas às instâncias oficiais do Ministério Público e da Polícia Federal.

As acusações contra Moraes

O relatório sugere que Moraes não apenas comandava os inquéritos, mas também teria criado um mecanismo extraoficial de coleta de provas, sem supervisão externa. Para Nikolas Ferreira, trata-se de um “tribunal de exceção” que está sendo montado no Brasil, com poderes ilimitados nas mãos de um único ministro.

Reação política

Em discurso na Avenida Paulista, Nikolas chegou a telefonar para Bolsonaro ao vivo e reforçou seu pedido de prisão de Alexandre de Moraes. Ele também cobrou posicionamento das instituições:

“Cadê os presidentes da Câmara e do Senado? Cadê a OAB?”, questionou.

Para o deputado, a prisão de Bolsonaro é um movimento calculado:

“Prenderam o presidente para esconder o escândalo da Vaza-Toga 2. É cortina de fumaça”, disse.

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