
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta segunda-feira (4) que a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, tem como objetivo desviar a atenção da opinião pública para esconder as revelações da chamada “Vaza-Toga 2”.
Segundo o parlamentar, o novo relatório — intitulado “Arquivos do 8 de Janeiro” — traz documentos inéditos que revelam como integrantes do Judiciário, liderados por Moraes, teriam montado uma força-tarefa secreta para perseguir e incriminar opositores políticos do governo Lula (PT).
A “Vaza-Toga 2” é uma investigação conduzida pelos pesquisadores David Ágape, Eli Vieira e Alex Gutentag, divulgada pelo jornalista americano Michael Shellenberger. O material dá sequência às denúncias já conhecidas da primeira Vaza-Toga e traz como novidade documentos internos e trocas de mensagens que apontariam para práticas de irregularidades no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com o conteúdo já divulgado:
Foi identificado um grupo secreto no WhatsApp, composto por operadores jurídicos ligados ao Judiciário, que produzia chamadas “certidões de inteligência”;
Essas certidões eram utilizadas para incriminar parlamentares, ativistas e influenciadores ligados ao bolsonarismo;
Alexandre de Moraes teria atuado diretamente no controle desse fluxo de informações, coordenando ações paralelas às instâncias oficiais do Ministério Público e da Polícia Federal.
O relatório sugere que Moraes não apenas comandava os inquéritos, mas também teria criado um mecanismo extraoficial de coleta de provas, sem supervisão externa. Para Nikolas Ferreira, trata-se de um “tribunal de exceção” que está sendo montado no Brasil, com poderes ilimitados nas mãos de um único ministro.
Em discurso na Avenida Paulista, Nikolas chegou a telefonar para Bolsonaro ao vivo e reforçou seu pedido de prisão de Alexandre de Moraes. Ele também cobrou posicionamento das instituições:
“Cadê os presidentes da Câmara e do Senado? Cadê a OAB?”, questionou.
Para o deputado, a prisão de Bolsonaro é um movimento calculado:
“Prenderam o presidente para esconder o escândalo da Vaza-Toga 2. É cortina de fumaça”, disse.
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