
O Partido dos Trabalhadores, que já foi o partido da ética, virou o partido da maracutáia, da propina, do mensalão, do petrolão e, mais recentemente, do roubo contra aposentados via consignado no INSS. Agora, numa tentativa de maquiagem política, resolveu trocar o uniforme: abandonou o vermelho envergonhado e vestiu o verde e amarelo como quem tenta enganar a plateia com um truque barato de ilusionismo. Só falta agora o marketing do PT inventar que Lula sempre foi patriota de carteirinha.
Mas o brasileiro — e em especial o nordestino — não é bobo. O povo já percebeu que esse verde e amarelo de ocasião não passa de tinta fresca para disfarçar o mofo de um partido que apodreceu no poder. A verdade é que o PT traiu justamente quem mais acreditou nele: o trabalhador, o pobre, o sertanejo fiel que fez o “13” confiando na promessa de comida farta, picanha no prato e cerveja gelada no fim de semana.
O que o povo recebeu? Preço de supermercado pela hora da morte, passagem de avião mais cara do que viagem à Europa, juros que esmagam qualquer esperança de crédito e água da transposição… fechada na torneira. Isso não é só traição política: é crime contra a confiança de milhões.
E agora, como se não bastasse, o PT quer posar de defensor da bandeira nacional. O mesmo partido que queimava o verde e amarelo em praça pública, que hostilizava o hino, que trocava o amor ao país pela idolatria ao partido. O mesmo PT que se orgulhava de vestir apenas o vermelho, hoje tenta se pintar de patriota como se fosse um camaleão eleitoral.
Só que a farsa é tão mal ensaiada que soa como deboche. É como se o ladrão da esquina resolvesse vestir farda de policial e pedir respeito. O povo está cansado desse teatro. O nordestino, tão chamado de desmemoriado, já mostrou que lembra. E quando o sertanejo se sente traído, a resposta vem em alto e bom som — nas urnas, na praça, no grito de revolta.
O PT, que um dia prometeu ser a voz do povo, hoje é o eco das próprias mentiras. De partido da esperança virou partido da enganação. De símbolo de mudança virou símbolo da decadência. E de vermelho virou verde e amarelo — não por amor ao Brasil, mas por medo da rejeição.
O problema é que mudar de cor não muda a essência. O povo não quer marketing, quer governo. Não quer propaganda, quer picanha. Não quer bandeira tremulando em auditório de Brasília, quer água correndo nos açudes e comida barata na feira.
O brasileiro cansou. O nordestino cansou. O país inteiro cansou. E no ritmo que vai, o PT vai descobrir que, ao tentar trocar de pele, só reforçou a imagem de cobra velha.
No fim das contas, mudar de cor pode até distrair por alguns instantes. Mas não há verde e amarelo, mudança de "look político", que esconda o vermelho da vergonha.
EMENDA PARLAMENTAR Motta reage a Dino e acusa STF de criminalizar a atividade política
DIREITOS HUMANOS Governo Rafael Fonteles quer ensinar a polícia a ser polícia?
ELEITORADO FEMININO Flávio Bolsonaro reforça campanha com ex-presidente da Caixa e aposta no eleitorado feminino Mín. 20° Máx. 38°