
Alguém ainda duvida que o médico Vinícius Dias, filho do ministro e senador licenciado Wellington Dias (PT), é o nome preparado para assumir a vaga de vice na chapa de reeleição do governador Rafael Fonteles em 2026? Quem conhece o velho “Índio” sabe: ele nunca entra em campo sem antes montar todo o tabuleiro.
A presença de Vinícius em solenidade oficial nesta sexta-feira (1º) — ao lado do pai, de Fonteles e até do presidente Lula, mesmo que por videoconferência — não foi coincidência, mas apresentação formal ao jogo sucessório. Um “teste de popularidade” diante de um cenário onde o atual vice, Themístocles Filho, já sente o peso da sombra.
Vinícius tem dito que está “à disposição” para servir ao projeto político. A frase soa humilde, mas no bastidor é recado claro: se o partido quiser, ele está pronto. Mas fica a pergunta: pronto para quê? Para receitar um paracetamol? Para fazer uma sutura? Dr. Vinícius pode até entender de medicina, mas não tem serviço prestado ao Estado, não conhece o Piauí em sua essência, nunca esteve de fato diante da fome, da miséria e da dura realidade do povo piauiense.
Que contribuição concreta ele deu ao Estado para almejar um cargo tão relevante como o de vice-governador? Afinal, o vice não é um enfeite: é quem pode assumir o comando do Piauí, tomar decisões de vida ou morte, cuidar do destino de milhões. Até aqui, o feito mais notável no currículo de Vinícius é ser filho de Wellington Dias.
Se a política é um tabuleiro, Wellington Dias joga como Kasparov, o gênio russo que ainda dá trabalho aos melhores do mundo. Com paciência e cálculo, prepara o “xeque-mate” em Themístocles, que, calado, parece aguardar a hora de aplicar a terceira lei de Newton: “a toda ação corresponde uma reação”.
Não é coincidência: Lula, mestre das contradições, ensina. O mesmo que prometeu não indicar amigos ao Supremo, mas emplacou Dino e Zanin. O mesmo que criticou os cartões corporativos e hoje os usa sem limites. O mesmo que bradou contra 100 anos de sigilo e já os multiplicou. Wellington apenas repete o mestre: “tal pai, tal filho”, só que agora em versão piauiense.
Silencioso, aguarda. Talvez confie que na política, como no xadrez, muitas vezes quem parece derrotado guarda a jogada final.
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