
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa na última terça-feira (29) em Roma, na Itália. Segundo seu advogado, Fábio Pagnozzi, a parlamentar se apresentou voluntariamente às autoridades italianas, informou seu endereço e alegou não ser foragida. Zambelli também pediu que não seja extraditada ao Brasil por considerar estar sendo alvo de “perseguição política”.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a deputada apareceu ao lado de seu advogado e declarou estar “tranquila” com a decisão de se entregar. Ela criticou duramente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a quem chamou de “ditador”, e disse confiar na democracia e no sistema judicial italiano. “Aqui temos ainda justiça e democracia. Não temos a autoridade ditatorial de Alexandre de Moraes e de seus comparsas”, afirmou.
Zambelli deixou o Brasil após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão no caso da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Polícia Federal informou que a prisão foi resultado da cooperação internacional entre a Adidância Policial em Roma, a Interpol e as autoridades italianas. A deputada será submetida ao processo de extradição, conforme as leis italianas e acordos internacionais com o Brasil.
O deputado italiano Angelo Bonelli também teve participação no caso. Em publicação no X (antigo Twitter), Bonelli revelou ter informado a localização da parlamentar às autoridades locais. “Carla Zambelli está em uma casa em Roma. Informei o endereço à polícia e, neste momento, os policiais estão identificando Zambelli”, escreveu às 16h45 (horário de Brasília).
Confira o vídeo:
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