
Há quem diga que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já não diz coisa com coisa. Que se encastelou no Alvorada, blindado pela primeira-dama Janja, cercado por um pequeno círculo de auxiliares que pouco comunicam - e, quando comunicam, o fazem mal. Entre esses, destaca-se Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil, personagem já conhecido por sua gestão desastrosa na Bahia: IDH em queda, violência em alta e o escândalo dos respiradores que nunca chegaram no Consórcio Nordeste.
Pois bem, é este mesmo Rui Costa quem agora aconselha Lula e afirma, sem pudor, que o Brasil “não precisa continuar comprando dos EUA”. Repito: o Brasil não precisa continuar comprando dos EUA. Um delírio diplomático que expõe a distância entre o governo e a realidade. Afinal, quem seria capaz de substituir o segundo maior parceiro comercial do Brasil? A Venezuela de Maduro? A Cuba de Canel? Ou alguma “contrapartida” nebulosa prometida pela China? A impressão que fica é que "o ministro fumou do lado da brasa", como se diz no sertão.
O problema é que Lula, isolado, parece não apenas mal assessorado, mas também prisioneiro de uma lógica ideológica que se sobrepõe ao pragmatismo. A Gazeta Hora1 já advertiu: não se trata de deslize, mas de método. O presidente conduz o Brasil, consciente ou não, ao patamar das republiquetas latino-americanas, ao lado de Cuba e Venezuela.
Enquanto isso, os EUA impõem tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Em resposta, Rui Costa promete “medidas recíprocas”, como se o Brasil pudesse blefar contra a maior potência do planeta. Lula reforça o jogo de cartas e fala em “pedir seis” no truco, como se a diplomacia internacional fosse mesa de bar. O resultado? Seis meses de isolamento, portas fechadas em Washington e uma economia brasileira prestes a perder competitividade e credibilidade.
Pior que a crise comercial é a cegueira ideológica. O governo não apenas erra, mas insiste no erro, como se vivesse em um transe coletivo. E a pergunta que ecoa é simples: quem está no comando? Lula, Rui Costa ou a ideologia que transformou cérebros em peças de ficção?
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