
Prepare-se: a história que você vai ler envolve uma estatal quase falida, uma licitação de R$ 380 milhões, servidores técnicos perseguidos por fazer o certo… e, claro, a digital inconfundível de um governo acostumado a transformar o Estado em palanque — ou balcão.
O palco da vez? Os Correios. A velha estatal que sobrevive com o selo do tempo e o carimbo da leniência. Ali, em meio a um processo de contratação publicitária bilionário, uma servidora - técnica, experiente, elogiada - cometeu um pecado mortal: recomendou a proposta mais vantajosa para a empresa. Resultado? Foi rebaixada, hostilizada e perseguida. O crime? Defender os cofres públicos.
A cena lembra outros regimes - e nomes. Um deles, Sergei Leonidovich Magnitsky, auditor russo que expôs fraudes e foi morto pela máquina estatal que deveria protegê-lo. A diferença? Aqui, a tortura é moral, o castigo é o rebaixamento, e o silêncio vem na forma de represálias burocráticas.
A mesma história de Magnitsky se repetiu com o advogado russo Alexei Anatolievitch Navalny, que ousou denunciar os esquemas criminosos no governo de Vladimir Putin. Foi preso, envenenado e acabou morto em uma prisão na Sibéria. Sua trajetória virou documentário, disponível na Netflix.
Mas voltando ao Brasil, o que realmente incomodou na licitação dos Correios? A técnica sugeriu o padrão de mercado: 10% de repasse para agências. O mercado queria 5%. E quando o mercado grita, o governo se curva. Quem apareceu? A Secom de Lula, a mesma que deveria zelar pela comunicação pública, mas que, segundo denúncia, agiu como despachante de interesses privados.
É o velho script: técnicos sufocados, decisões técnicas substituídas por conchavos e o erário como prato principal do banquete. A esquerda, mais uma vez, mostrando que quando se instala no poder, a ética entra pela porta da frente e sai fugida pela dos fundos.
Mesmo com os Correios operando no vermelho, tentaram torrar quase meio bilhão com propaganda. Para quê? Para maquiar o fracasso? Pintar de verde a crise? Imprimir mais cartazes do “Brasil voltou”?
A verdade é que o governo de esquerda parece ter um talento inato para transformar estatais em trincheiras políticas. E quando alguém tenta interromper o esquema, vira inimigo interno. A honestidade virou subversão.
E a conta, claro, sobra sempre para o contribuinte. Porque onde a esquerda se instala, não há espaço para o mérito, só para o método — aquele mesmo de sempre: aparelhar, perseguir e proteger os “amigos do rei”.
Quem paga? O povo. Quem lucra? O sistema. Quem sofre? O servidor que ainda acredita que vale a pena fazer o certo.
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