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Política SEM CREDIBILIDADE

Desaprovação avassaladora de Alcolumbre (75 %) e Motta (74 %) não vira manchete - mas atraem o radar de Trump

Presidentes do Senado e da Câmara são amplamente rejeitados pelo Brasil — e podem sofrer sanções dos EUA sob a Magnitsky Global, numa tensão que ameaça transformar rumos da política nacional

26/07/2025 às 17h59
Por: Douglas Ferreira
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Motta e Alcolumbre podem ser os próximos alvos do governo Trump - Foto: Reprodução
Motta e Alcolumbre podem ser os próximos alvos do governo Trump - Foto: Reprodução

Rejeição monumental ignorada

Uma pesquisa recente do relatório Latam Pulse (AtlasIntel/Bloomberg), feita entre 27 e 30 de junho com 2.621 brasileiros, revelou números chocantes: 75 % enxergam Davi Alcolumbre com imagem negativa, enquanto Hugo Motta acumula 74 % de rejeição. Saldo de imagem de –72 e –70 pontos percentuais, respectivamente — os piores entre 16 líderes políticos avaliados.

Apesar dos dados dramáticos, essa avalanche de repúdio teve impacto quase zero nos maiores portais nacionais. O povo sente - mas a mídia aliada silencia.

Da rejeição popular ao risco de sanção internacional

Enquanto tentam enterrar a rejeição interna, Alcolumbre e Motta acabam por entrar no radar de sanções internacionais, impulsionadas por aliados de Trump nos EUA. A Casa Branca avalia, por meio da Lei Magnitsky Global, restringir vistos, congelar ativos e até isentar operações em dólar para autoridades brasileiras acusadas de abusos ou corrupção.

Um editorial recente da Metrópoles destacou que o governo Trump estuda aplicar sanções diretamente sobre os presidentes do Congresso - as mesmas figuras com índices de desaprovação recordes no Brasil.

O que eles fizeram?

  • Davi Alcolumbre teria se recusado a pautar pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes no Senado, gerando irritação em círculos conservadores e em Brasília.

  • Hugo Motta, por sua vez, travou comissões e barramentos à tramitação de projetos de anistia que beneficiariam insurgentes bolsonaristas, o que irritou aliados do ex-presidente.

Ambos, por mais que se alinhem politicamente ao governo Lula, se posicionaram de forma a frear agendas tidas como cruciais pelos bolsonaristas que agora buscam retaliação internacional.

Implicações de peso: o Brasil sob pressão

A perspectiva de sanções pode desnudar ainda mais a crise: figuras impopulares no Brasil poderiam ser alvo de retaliação externa, transformando tensões domésticas em conflito político-diplomático. Tudo isso, enquanto a grande mídia pouco ou nada informa sobre o descontentamento popular que os cerca.

Se Motta e Alcolumbre forem efetivamente sancionados, como acontece com Moraes, o Congresso brasileiro seria flagelado por dentro e por fora - um símbolo de fragilidade institucional e de isolamento internacional.

Reflexão final

  • Por que líderes com aprovação quase nula continuam impunes internamente?

  • E se a punição não vier do povo, mas de um governo estrangeiro?

  • A invisibilidade dessas rejeições reflete conivência ou coordenação?

A narrativa popular é clara - o Brasil rejeita Alcolumbre e Motta. Mas é a internacionalização dessa rejeição, por meio de ameaças reais como sanções e congelamento de vistos, que pode virar o divisor de águas na história política brasileira.

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