
O Partido dos Trabalhadores, que se diz guardião da democracia, sofreu um revés constrangedor nas eleições internas de 2025 na Bahia: pelo menos seis eleitores mortos registraram voto - cinco em Camaçari, pelo menos um em Barro Preto. Mesmo com evidências documentais, os resultados foram mantidos.
Ainda mais grave: a chapa derrotada, Partido Forte, estima que cerca de 7.000 votos fraudados, entre mortos, assinaturas falsificadas e duplicações, fortaleceram a vitória de Tássio Brito, ligado a Jaques Wagner (PT/BA).
Eleição PT-BA 2025:
- Votos válidos totais = 42.000
- Vitória de Tássio Brito: 73%
- Partido Forte (derrotado): 20%
- Votos suspeitos estimados = 7.000
- Eleitores mortos confirmados:
– 5 em Camaçari
– 1 em Barro Preto
A chapa Partido Forte levou ao pedido formal de impugnação da eleição nas duas cidades, exigindo apuração.
Alegam que a eleição se transformou numa "gincana de vale-tudo", com votos fantasma e manipulações estruturais. ([turn0search3])
Destacaram casos de 91 páginas duplicadas em Itabuna, assinaturas falsificadas e listas inconsistentes.
O diretório estadual decidiu anular apenas os votos associados a eleitores mortos, mas mantém a eleição válida em Camaçari e Barro Preto.
Em nota oficial, alegou que os erros ocorreram por “fila tumultuada, chuva, má iluminação e rubricas grandes” e que as listas são fornecidas pelo PT nacional. Afirmou que acionará o jurídico contra “narrativas opositoras”. ([turn0search3])
A Câmara de Recursos do PT, por unanimidade, reconheceu irregularidades no processo eleitoral nas duas cidades.
Determinou a criação de uma comissão estadual para investigar e, se comprovadas distorções, anular as urnas afetadas. ([turn0search6], [turn0search2])
O PT, que desde 2002 domina politicamente a Bahia, venceu sem interrupções todas as eleições presidenciais e estaduais desde então. Mas, quando convocado à coerência interna, permitiu votos de mortos, urnas inválidas e assinaturas “erradas” - mantendo o jogo político intacto. Tudo com justificativa técnica e justificativa política.
Até onde vai a extensão da fraude? Se 7.000 votos foram comprometidos, podemos olhar para vitória legítima?
Quem será responsabilizado? A comissão estadual poderá anular locais, mas e a direção estadual?
Reconciliação ou negação? O PT nacional acena pela apuração, mas sem dizer se reverte resultados.
O PT pregava a democracia como modelo. Hoje, se diz disposto a investigar mortos votantes. Mas, acima de tudo, teme desmascarar uma eleição que pode ter sido decidida num sistema contaminado por artifícios internos - e que preferiu manter o resultado em vez de assumir erro.
O que era para ser um exercício de legitimidade virou lição de como a lógica partidária atropela qualquer princípio moral e democrático.
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