
"De cara adianto para vocês, eu não vou fazer nenhum tipo de renúncia. Então, se eu quiser, eu consigo levar o meu mandato pelo menos aí até os próximos três meses", disse Eduardo Bolsonaro em uma live.
Num país onde a democracia é cada vez mais frágil e a justiça se confunde com a política, a luta de Eduardo Bolsonaro vai muito além de um simples mandato parlamentar. O deputado do PL/SP, que encerra neste domingo (20) sua licença de 120 dias para permanecer nos Estados Unidos, escolheu o exílio não por medo ou covardia, mas por entender que sua trincheira pela liberdade de expressão e pela salvação da democracia brasileira já não encontra terreno seguro dentro do próprio Brasil.
Ao se licenciar do cargo, Eduardo abriu mão não apenas do salário, mas da confortável proteção que o mandato poderia oferecer para lutar fora do país. Não foi uma decisão fácil: significa abandonar a tribuna e os holofotes da Câmara para, a partir dos EUA, denunciar as arbitrariedades do Supremo Tribunal Federal - e, em especial, do ministro Alexandre de Moraes, a quem ele acusa de instrumentalizar a Justiça para calar as vozes dissidentes do sistema. Não por acaso, o parlamentar já sinalizou que “não vai renunciar”, pois seu compromisso não é com o cargo, mas com o que ele representa: a resistência.
O Brasil vive hoje um regime que se diz democrático, mas que sufoca opositores com a mão pesada do Judiciário. Alexandre de Moraes e o STF transformaram divergência política em crime. Em nome da “defesa da democracia”, perseguem adversários do governo como se fossem inimigos do Estado. O caso do ex-presidente Jair Bolsonaro é emblemático: a narrativa do “golpe de Estado” não passa de uma monstruosa acusação para tirá-lo do páreo eleitoral de 2026 - afinal, ele é o maior obstáculo para que Lula e o sistema político que o sustenta perpetuem-se no poder. Com um governo desastroso, uma economia claudicante e popularidade no fundo do poço, Lula sabe que não venceria Bolsonaro nas urnas sem interditá-lo judicialmente.
É nesse cenário que Eduardo Bolsonaro escolheu o autoexílio como estratégia. Sua permanência nos EUA lhe garante não apenas segurança física contra uma possível prisão arbitrária, mas também um canal internacional para expor a perseguição política disfarçada de legalidade que se instalou no Brasil. Trata-se de uma luta altruísta: ele poderia simplesmente se calar, proteger o mandato e aguardar os ventos mudarem. Mas preferiu arriscar tudo para manter viva a denúncia de que o Brasil caminha para o autoritarismo, e de que a democracia precisa ser defendida de seus falsos guardiões.
A oposição ao sistema já não tem voz livre no Brasil. Por isso, a trincheira de Eduardo hoje só pode ser construída no exterior - denunciando aos organismos internacionais e à opinião pública global a escalada de censura e perseguição no país. Mais do que uma estratégia pessoal, seu exílio é um gesto político que incomoda os poderosos justamente por expor o que eles tentam esconder.
Eduardo Bolsonaro demonstra que, para quem tem coragem de enfrentar o sistema, o mandato é só um detalhe. O que realmente importa é manter acesa a chama da liberdade para todos os brasileiros.
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