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Alexandre de Moraes atende governo e libera IOF: agora é oficial, o “Minha Taxa, Minha Vida” está de volta

Enquanto o Congresso tentava barrar o aumento de impostos, o STF resolveu dar uma ajudinha. Afinal, quem precisa de Parlamento quando se tem um bom decreto e um voto amigo?

16/07/2025 às 20h25 Atualizada em 17/07/2025 às 16h12
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido do governo Lula e autorizou o retorno do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A decisão, que exclui apenas a cobrança sobre o chamado “risco sacado”, representa uma vitória para o Palácio do Planalto, que viu no STF uma saída após o Congresso derrubar o decreto presidencial que elevava o imposto.

A Advocacia-Geral da União foi rápida: recorreu ao Supremo alegando que o decreto estava dentro da legalidade. Moraes suspendeu a decisão do Congresso e chamou os Poderes para uma tentativa de conciliação — que, sem surpresa, terminou sem acordo. Resultado: prevaleceu o voto do ministro, e o aumento do IOF voltou a valer, reforçando o caixa do governo.

A reação no Legislativo veio com ironia. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) criticou a decisão: “Mais um dia de tristeza para os brasileiros. O governo inteiro se mobiliza para ir ao Supremo não para defender os pagadores de impostos, mas para aumentar impostos. É o Minha Taxa Minha Vida, o único programa novo do Lula 3”, afirmou.

Postagem no X do senador Ciro Nogueira - Imagem: x.com

Em nota, o Ministério da Fazenda comemorou o desfecho, dizendo que a decisão “contribui para a harmonização entre os Poderes” e reafirma “as prerrogativas constitucionais”. Já para os contribuintes, a harmonização veio na forma de mais uma mordida no bolso — com direito a selo oficial do Supremo Tribunal Federal.

 

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