
A esquerda brasileira resolveu inovar — ou melhor, roubar. Parlamentares do PT e aliados do governo Lula passaram a usar o slogan “Meu Partido É o Brasil”, uma frase que se tornou símbolo da direita e do bolsonarismo, inclusive estampando a camiseta usada por Jair Bolsonaro quando sofreu um atentado em 2018. A apropriação causou indignação entre oposicionistas, que acusam o governo de “roubar até as palavras”.
O bordão, antes associado ao patriotismo exaltado e às campanhas conservadoras, agora aparece em bonés amarelos, redes sociais e até em discursos oficiais de deputados governistas. A reação foi imediata: partidos como PL, Novo e Republicanos apontaram o movimento como oportunismo político e tentativa descarada de se disfarçar de patriotas, após anos de discursos chamando bandeira, hino e orgulho nacional de “fascismo”.
“A esquerda passou os últimos anos dizendo que patriotismo era coisa de extremista, que o Brasil não cabe numa bandeira, e agora querem posar de defensores da pátria? É piada pronta”, ironizou um parlamentar da oposição. A mudança repentina de postura deixou claro que, em ano pré-eleitoral, até os símbolos que eram motivo de deboche viraram objeto de cobiça.
Com isso, o embate ideológico ganhou mais um capítulo surreal: a guerra pelos slogans. A oposição promete reagir com ações nas redes, discursos no Congresso e até judicialização, alegando roubo de propriedade intelectual. No Brasil da política polarizada, até a frase na sua camiseta virou campo de batalha — e parece que, para alguns, vale tudo, até vestir o boné amarelo do "inimigo" e "roubar" suas frases.
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