
É curioso - e profundamente inquietante —-observar como a esquerda brasileira, que gosta de se vender como guardiã da paz, da tolerância e da diversidade, carrega em seu DNA um ódio visceral aos que pensam diferente. Basta arranhar a superfície do discurso bonitinho para revelar um espírito autoritário, rancoroso e, muitas vezes, criminoso.
Enquanto militantes e líderes petistas acusam a direita conservadora de ser responsável pelo chamado “discurso de ódio”, são eles que, dia após dia, escancaram a própria sede de violência. Não faltam exemplos.
Na última semana, um episódio grotesco chocou até mesmo quem já se acostumou com a retórica tóxica da esquerda: Marcos Dantas, professor aposentado da UFRJ e esquerdista convicto, escreveu em rede social que uma menina de 5 anos, filha de uma família rica, deveria ser guilhotinada. Uma criança. Cinco anos de idade. O crime dela? Ter nascido numa família “abastada”.
Pode? Pode chamar isso de defesa dos “oprimidos”? Ou seria, simplesmente, barbárie?
O fato é que não se trata de um caso isolado. O ex-presidente Jair Bolsonaro, como todos lembram, foi esfaqueado por Adélio Bispo, militante ligado ao PSOL, quase morto por um fanático.
Militantes lulistas empurraram um empresário contra o chão em São Bernardo do Campo, resultando em traumatismo craniano. A agressão partiu do ex-vereador de Diadema (SP) Manoel Eduardo Marinho, conhecido como “Maninho do PT”, e seu filho, Leandro Eduardo Marinho. Eles responderam por lesão corporal no caso da agressão contra o empresário Carlos Alberto Bettoni em 5 de abril de 2018.
Outro professor petista já declarou abertamente que conservadores deveriam ir para o “paredón”. Mas quem carrega a pecha de “discurso de ódio”? Sempre a direita, claro.
E agora, em pleno Piauí, o presidente estadual do PT, deputado Fábio Novo, revelou o que realmente pensa quando está fora do horário eleitoral: disse, com todas as letras, que o senador Ciro Nogueira deveria ser “extirpado da vida pública”. Extirpado. Não derrotado. Não superado. Extirpado.
Em democracia, quando um político usa termos como “extirpar”, o que ele está confessando é um desprezo absoluto pelas regras do jogo democrático. Derrotar nas urnas é parte da democracia. Extirpar soa mais como um recado mafioso ou uma lição aprendida com ditadores como Maduro, Kim Jong-un e Ortega. Não é por acaso que esses são os ídolos de parte da esquerda brasileira.
Quando disputou a Prefeitura de Teresina, Fábio Novo posou de moderno, civilizado, conciliador. O esquerdista “paz e amor”, como manda o marketing. Mas bastou um microfone diante dele para que o verniz caísse e o velho rancor autoritário aparecesse: extirpar o adversário.
Ciro Nogueira, por sua vez, deu a resposta que a maioria dos piauienses gostaria de ouvir. Preferiu ignorar:
“Não vou perder tempo com ele. Desculpa. Tenho mais o que fazer trabalhando pelo Piauí”.
O contraste é gritante: enquanto um só pensa em eliminar politicamente quem o desafia - o jornalista Pedro Alcântara sabe muito bem disso -, o outro responde com trabalho e foco nos problemas reais do Estado.
A questão que fica para o eleitor é: até quando vamos aceitar como normal esse ódio disfarçado de luta por justiça social? Até quando vamos tolerar que aqueles que pregam a diversidade e a tolerância usem a língua como arma e defendam a guilhotina para crianças, o paredón para adversários e a extirpação de opositores?
Quando é que o Brasil vai perceber que o discurso de ódio, muitas vezes, veste vermelho?
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