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Política Defesa

Lula sai em defesa de Haddad: “Paga o preço por ser honesto”

Lula elogiou a conduta do ministro e criticou a cobrança por responsabilidade fiscal feita ao atual governo.

01/07/2025 às 14h30 Atualizada em 01/07/2025 às 14h38
Por: Fonte: Com informações do Metrópole
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Abril
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Em meio ao clima de tensão com o Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender publicamente o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Durante o lançamento do Plano Safra 2025/2026, nesta segunda-feira (1º), no Palácio do Planalto, Lula elogiou a conduta do ministro e criticou a cobrança por responsabilidade fiscal feita ao atual governo.

“Poucos países do mundo têm um ministro da Fazenda com a seriedade do Haddad. Esse país teve poucos”, afirmou o presidente, dirigindo-se a empresários presentes no evento.

Lula também alfinetou o ex-ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes. Segundo ele, Guedes “fazia bravatas” e impunha regras sem diálogo. “Ele nunca pediu favor para ninguém. Sentava numa feira de forma desaforada, ditava regras e fazia, fazia, fazia”, declarou.

O presidente questionou a diferença no tratamento dado à atual gestão em relação à cobrança por responsabilidade fiscal. “Por que ninguém cobrava estabilidade fiscal no governo passado? Por que ninguém cobrava o teto de gastos? Foi possivelmente o momento mais irresponsável desse país”, criticou.

Lula ainda reforçou seu apoio a Haddad e associou a honestidade do ministro às dificuldades enfrentadas. “Aprendi com a minha mãe: a gente paga muito o preço por ser honesto. Muitas vezes, as pessoas são induzidas a serem desonestas porque têm menos problema. Nós vamos pagar esse preço, Haddad.”

Justiça tributária

Durante o evento, o presidente anunciou R$ 516,2 bilhões para o financiamento do setor agropecuário empresarial. No discurso, defendeu as medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo como instrumentos de justiça social.

“Se vocês forem sinceros com a consciência de vocês, vão perceber que a carga tributária hoje, percentualmente, é menor do que em 2011. Nossa proposta não é aumentar imposto, é fazer uma tributação mais justa, mais correta”, concluiu.

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