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Política BRASIL CHINALIZADO

Chinalização do Brasil: o projeto autoritário que avança sob aplausos e silêncio

Censura, vigilância digital, moeda rastreável e reverência a ditadores revelam um Brasil cada vez mais parecido com a China comunista - e quase ninguém ousa falar sobre isso

30/06/2025 às 19h24
Por: Douglas Ferreira
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Brasil em chamas: o avanço silencioso da Chinalização - Foto: Reprodução
Brasil em chamas: o avanço silencioso da Chinalização - Foto: Reprodução

A realidade está diante de todos, mas poucos têm coragem de encará-la. O Brasil vive um processo acelerado de chinalização institucional, política e cultural. O governo Lula, com o apoio explícito de setores do Judiciário e da mídia tradicional, não esconde mais sua inspiração no regime autoritário de Xi Jinping. O projeto é claro: transformar o Brasil numa China tropical, com controle social, censura sistemática e vigilância digital.

No Supremo Tribunal Federal, o disfarce caiu. Em plena sessão sobre a regulação das redes sociais, o ministro Gilmar Mendes declarou:

“Todos nós somos admiradores do regime chinês”.

Silêncio absoluto no plenário. Nenhuma objeção. Nenhum espanto. Um endosso tácito a um modelo político que persegue, pune e silencia. O que deveria causar alarme é tratado como trivial. A toga se tinge de vermelho.

No Executivo, a afinidade com ditaduras é explícita. Lula reverencia autocratas de todas as matizes. Já a primeira-dama, Janja da Silva, ultrapassa as fronteiras da diplomacia: durante visita à China, pediu ajuda ao governo comunista para censurar o TikTok no Brasil. Disse com naturalidade que o país deveria seguir o exemplo chinês, onde menores só podem acessar telas sob horário controlado, e descumprimentos são punidos com prisão.

“Por que é tão difícil falar disso aqui?”, questionou.

Talvez porque aqui ainda haja liberdade - mesmo que por pouco tempo.

Essa admiração pelo modelo de Pequim vai além da censura. Ela avança sobre o coração do sistema financeiro. O Drex, moeda digital brasileira inspirada no yuan digital, será 100% rastreável. O governo poderá saber quanto cada cidadão ganha, onde gasta e como vive. Pior: poderá bloquear contas, salários e benefícios com um simples clique. O controle absoluto da vida financeira será vendido sob o pretexto de “modernização”. O povo aceitará sorrindo - até sentir o peso das algemas digitais.

E tudo isso acontece sob um manto de normalidade. Câmeras se multiplicam, perfis são deletados, vozes são silenciadas, leis são distorcidas. O discurso oficial fala em “segurança”, “democracia” e “governança”, mas o que está sendo erguido é um sistema de vigilância em massa e controle de opinião.

O que está em curso é a distopia anunciada por George Orwell em 1984. Um Estado que observa, pune e molda. Um “Grande Irmão” com feições tropicais, sotaque progressista e respaldo institucional.

A dominação chinesa não exige tanques - exige investimentos estratégicos e silêncio cúmplice. Empresas brasileiras, reservas minerais, infraestrutura, comunicação - tudo sendo lentamente absorvido. A mídia, financiada por anúncios e acordos, nada denuncia. Está anestesiada ou comprometida. Onde estão os telejornais investigativos? Onde estão os editoriais críticos? Sumiram. Estão vendidos ou acuados.

O povo brasileiro precisa entender que este processo não é sobre esquerda ou direita. É sobre liberdade e servidão. A chinalização avança a passos largos, silenciosamente, sob aplausos e omissões.

Se não houver resistência agora, será tarde demais.

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