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Política BANCARROTA

Lula afunda na impopularidade e perde até para nomes que nem são candidatos

Sem plano de governo, atolado em escândalos e viciado em impostos, Lula derrete nas pesquisas. E o pior: perde até para quem nunca disse que vai disputar 2026

24/06/2025 às 09h54 Atualizada em 24/06/2025 às 13h37
Por: Douglas Ferreira
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Tarcísio, Bolsonaro e Michelle - todos, além de Eduardo Bolsonaro — derrotariam Lula, segundo o Paraná Pesquisas- Foto: Reprodução
Tarcísio, Bolsonaro e Michelle - todos, além de Eduardo Bolsonaro — derrotariam Lula, segundo o Paraná Pesquisas- Foto: Reprodução

Não resta muita dúvida: Lula ainda é a única figura com força eleitoral relevante na esquerda brasileira. Tanto que, em 2022, precisaram tirá-lo da prisão às pressas para enfrentar Jair Bolsonaro. Mas o que se viu desde então foi um terceiro mandato desastroso, que mistura corrupção, improviso e economia fracassada.

Sem plano de governo claro, Lula adotou o improviso como método. A política fiscal virou um caos: gastos explodiram, impostos aumentaram, tributos foram ressuscitados, alíquotas majoradas. O Brasil virou o país da taxação. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, virou o "Taxxad", símbolo de um governo que tributa tudo e todos.

Apesar dos recordes de arrecadação, as contas não fecham. A confiança do mercado desabou. A inflação voltou a assombrar e, pior: a tal "picanha" prometida sumiu do prato do trabalhador, que hoje mal consegue comprar carne moída.

O resultado? Lula chegou ao fundo do poço da popularidade. A prova está no mais recente levantamento do Paraná Pesquisas: Lula perderia até para Jair Bolsonaro no 1º turno, se as eleições fossem hoje. Segundo o instituto, Bolsonaro teria 37,2% contra 32,8% de Lula.

Mesmo inelegível, o ex-presidente lidera com folga e mostra força, apesar de toda a campanha de desmoralização, denúncias e processos que enfrenta no STF. Mas o cenário fica ainda mais preocupante para Lula quando até nomes que nunca declararam candidatura presidencial também o superam.

Veja os números do segundo turno:

  • Bolsonaro x Lula: 46,5% x 39,7%

  • Michelle Bolsonaro x Lula: 44,4% x 40,6%

  • Tarcísio Freitas x Lula: 43,6% x 40,1%

  • Eduardo Bolsonaro x Lula: empate técnico - 41,6% x 39,1%

Sim, Lula só venceria Eduardo Bolsonaro, e mesmo assim por margem apertada - um deputado que sequer é pré-candidato declarado. Já Michelle e Tarcísio, também sem dizer se concorrerão, vencem o presidente com folga.

No cenário espontâneo para o 1º turno, Bolsonaro aparece com 19,5% e Lula com 18,8%, indicando tendência de queda contínua do petista. E mesmo em cenários estimulados, com nomes como Michelle, Ratinho Jr., Caiado e Ciro Gomes dividindo votos da direita, a soma dos opositores supera Lula em qualquer hipótese.

Risco real para o PT em 2026

A situação é crítica para o governo. Lula enfrenta desgaste político acelerado, base parlamentar frágil e rejeição crescente da opinião pública. E o mais preocupante para o Planalto é que não há herdeiro político à altura, nem à esquerda nem no centro.

O governo chegou ao ponto de perder para o bolsonarismo mesmo sem Bolsonaro na disputa. Isso revela que o problema não está apenas na imagem do atual presidente - mas em todo o modelo que ele representa.

Com os cofres públicos cada vez mais pressionados e a confiança em baixa, o risco de colapso eleitoral em 2026 é real. E, diante dos números, o petismo já não pode mais se esconder atrás da velha narrativa do “mal menor”.

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