
Não resta muita dúvida: Lula ainda é a única figura com força eleitoral relevante na esquerda brasileira. Tanto que, em 2022, precisaram tirá-lo da prisão às pressas para enfrentar Jair Bolsonaro. Mas o que se viu desde então foi um terceiro mandato desastroso, que mistura corrupção, improviso e economia fracassada.
Sem plano de governo claro, Lula adotou o improviso como método. A política fiscal virou um caos: gastos explodiram, impostos aumentaram, tributos foram ressuscitados, alíquotas majoradas. O Brasil virou o país da taxação. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, virou o "Taxxad", símbolo de um governo que tributa tudo e todos.
Apesar dos recordes de arrecadação, as contas não fecham. A confiança do mercado desabou. A inflação voltou a assombrar e, pior: a tal "picanha" prometida sumiu do prato do trabalhador, que hoje mal consegue comprar carne moída.
O resultado? Lula chegou ao fundo do poço da popularidade. A prova está no mais recente levantamento do Paraná Pesquisas: Lula perderia até para Jair Bolsonaro no 1º turno, se as eleições fossem hoje. Segundo o instituto, Bolsonaro teria 37,2% contra 32,8% de Lula.
Mesmo inelegível, o ex-presidente lidera com folga e mostra força, apesar de toda a campanha de desmoralização, denúncias e processos que enfrenta no STF. Mas o cenário fica ainda mais preocupante para Lula quando até nomes que nunca declararam candidatura presidencial também o superam.
Bolsonaro x Lula: 46,5% x 39,7%
Michelle Bolsonaro x Lula: 44,4% x 40,6%
Tarcísio Freitas x Lula: 43,6% x 40,1%
Eduardo Bolsonaro x Lula: empate técnico - 41,6% x 39,1%
Sim, Lula só venceria Eduardo Bolsonaro, e mesmo assim por margem apertada - um deputado que sequer é pré-candidato declarado. Já Michelle e Tarcísio, também sem dizer se concorrerão, vencem o presidente com folga.
No cenário espontâneo para o 1º turno, Bolsonaro aparece com 19,5% e Lula com 18,8%, indicando tendência de queda contínua do petista. E mesmo em cenários estimulados, com nomes como Michelle, Ratinho Jr., Caiado e Ciro Gomes dividindo votos da direita, a soma dos opositores supera Lula em qualquer hipótese.
A situação é crítica para o governo. Lula enfrenta desgaste político acelerado, base parlamentar frágil e rejeição crescente da opinião pública. E o mais preocupante para o Planalto é que não há herdeiro político à altura, nem à esquerda nem no centro.
O governo chegou ao ponto de perder para o bolsonarismo mesmo sem Bolsonaro na disputa. Isso revela que o problema não está apenas na imagem do atual presidente - mas em todo o modelo que ele representa.
Com os cofres públicos cada vez mais pressionados e a confiança em baixa, o risco de colapso eleitoral em 2026 é real. E, diante dos números, o petismo já não pode mais se esconder atrás da velha narrativa do “mal menor”.
EMENDA PARLAMENTAR Motta reage a Dino e acusa STF de criminalizar a atividade política
DIREITOS HUMANOS Governo Rafael Fonteles quer ensinar a polícia a ser polícia?
ELEITORADO FEMININO Flávio Bolsonaro reforça campanha com ex-presidente da Caixa e aposta no eleitorado feminino Mín. 20° Máx. 38°