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Política “MENTIRAD”

Mentiras, omissões e cinismo: Haddad se esconde atrás da retórica enquanto desmonta a economia brasileira

Ministro da Fazenda troca a missão de gerir a economia nacional por malabarismos políticos, distorções e terceirização de culpas — tudo com aval do silêncio cúmplice da grande mídia

14/06/2025 às 07h44 Atualizada em 14/06/2025 às 09h14
Por: Douglas Ferreira
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Ministro Haddad depois de virar o 'Taxad“, pode virar também o ”Mentirad“ - Foto: Reprodução
Ministro Haddad depois de virar o 'Taxad“, pode virar também o ”Mentirad“ - Foto: Reprodução

É raso chamar Fernando Haddad de “burro” ou “incompetente”. Mas é igualmente ingênuo supor que isso o absolva das consequências do projeto econômico que representa. Seu papel no governo Lula não é o de um economista técnico, mas o de um operador político encarregado de dar verniz acadêmico a um plano de desmonte das estruturas econômicas do país. E, para cumprir essa missão, Haddad tem recorrido a algo que não se espera de um ministro da Fazenda: mentiras descaradas - inclusive diante do Congresso Nacional.

Na última semana, durante audiência na Câmara dos Deputados, o ministro protagonizou uma sequência de distorções e falácias que escandalizaram até os que tentam manter alguma fé no discurso governista. E não se trata de interpretação política: os dados desmentem Haddad com precisão cirúrgica.

Mentiras oficiais: quando a palavra do ministro vira fake news

Durante sua fala, Haddad chamou de “calote nos governadores” a medida de corte nos impostos dos combustíveis adotada em 2022 por Jair Bolsonaro. O objetivo da medida era claro: mitigar os efeitos da crise global provocada pela guerra na Ucrânia, que pressionou os preços da energia no mundo inteiro. Chamar isso de calote não é erro - é má-fé.

Outro ponto: o chamado “calote dos precatórios”. Haddad acusou o governo anterior de não cumprir o pagamento dessas dívidas judiciais. O que ele não disse - e sabia - é que o adiamento do pagamento foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal, em decisão motivada pelas limitações fiscais do próprio teto de gastos. Detalhe ainda mais escandaloso: foi o atual governo quem solicitou o parcelamento de R$ 100 bilhões em precatórios em 2023, já fora do teto.

Na questão da Eletrobras, Haddad repetiu o bordão petista de que a estatal foi “vendida na bacia das almas”. O que ele também escondeu foi que, livre do aparelhamento e das perdas históricas dos anos petistas, a empresa passou a dar lucro e a valer mais no mercado. A venda, feita com regras de mercado e aprovada pelo Congresso, devolveu à empresa competitividade e transparência.

Dividendos não são roubo, são regra

Outro disparate: Haddad afirmou que a Petrobras foi “depenada” por pagar dividendos a seus acionistas. Esqueceu de explicar que dividendos são o direito legal de acionistas sobre os lucros líquidos de uma empresa. Só se pagam dividendos quando há lucro - e foi isso que aconteceu na Petrobras após anos de recuperação financeira e profissionalização da gestão. 

A crítica parece ter mais a ver com a nostalgia petista de quando a Petrobras era usada como ferramenta política - o que resultou em escândalos bilionários e quase destruiu a empresa. O ministro não recorda os efeitos deletérios causados pelos diretores indicados pelo PT e condendados na Lava Jato?

O cinismo dos supersalários

A hipocrisia atinge níveis teatrais quando Haddad posa de inimigo dos supersalários no serviço público. Deputados como Marcel van Hattem (Novo/RS) denunciaram a falácia: não há uma única proposta concreta da equipe econômica para enfrentar o marajaísmo, e o PT votou contra todas as medidas que visavam cortar privilégios indecentes no funcionalismo.

Falar contra supersalários é fácil. Difícil é enfrentar corporações que bancam campanhas, greves e chantagens institucionais. E nisso, Haddad escolheu a covardia.

Uma imprensa calada e cúmplice

Diante de tudo isso, a pergunta que ecoa é: onde está a imprensa que tanto fiscalizou cada gesto dos governos anteriores? Por que agora reina o silêncio diante de manipulações grosseiras e distorções públicas? Será que a mídia, tão ciosa de pontuar vírgulas em discursos presidenciais passados, agora fecha os olhos para omissões orquestradas?

Poucos veículos, como o Diário do Poder, têm cumprido o papel essencial de desmascarar os discursos de Haddad. O jornalista Cláudio Humberto apontou, com fatos e documentos, o desfile de fake news promovido pelo ministro na Câmara. Enquanto isso, os grandes jornais seguem calados - e como bem diz o ditado: quem cala, consente.

O projeto real: controle, aparelhamento e ilusão

A estratégia é simples: empobrece-se o debate econômico, infla-se o discurso de classe, distorce-se a realidade com cifras jogadas ao vento, e quando a conta não fecha, a culpa é sempre dos outros - seja do governo anterior, do Congresso, do mercado, ou da “herança maldita”.

É como bem disse o deputado Nikolas Ferreira: "é muito bom ser petista, afinal eles nunca erram, o erro sempre é dos outros". 

Fernando Haddad não é burro. Mas também não é um técnico. É um operador político que mente com a frieza de quem acredita que a verdade é um detalhe - e que o brasileiro já se acostumou a ser enganado.

Detalhe: As fake news de Haddad não são meras acusações, muito menos invenções de opositores. São distorções desmontadas por quem realmente entende do assunto. Economistas e educadores financeiros - renomados - como Fernando Ulrich, gravaram vídeos se posicionando sobre as falsas acusações do ministro da Fazenda. 

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