
A política externa brasileira vive uma guinada preocupante. Sob o comando de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil tem adotado posições diplomáticas cada vez mais distantes das democracias ocidentais e mais próximas de regimes autoritários e teocracias fechadas. A recente condenação por parte do Itamaraty a um ataque preventivo de Israel contra instalações militares e nucleares no Irã acendeu um alerta não só dentro do Brasil, mas também entre países aliados históricos do Ocidente.
O episódio mais recente mostra o Brasil condenando Israel - uma democracia - por agir contra uma ameaça nuclear representada pelo regime iraniano, que continua enriquecendo urânio em níveis próximos ao necessário para a construção de armas atômicas, conforme reconhecido pelo presidente francês Emmanuel Macron. No entanto, o governo brasileiro, sem qualquer ressalva, criticou a reação israelense e optou mais uma vez por fazer coro ao discurso de Teerã.
A nota oficial do Ministério das Relações Exteriores chegou a dizer que Israel violou a soberania do Irã, ignorando o contexto de múltiplos ataques anteriores do regime iraniano contra alvos civis e militares israelenses e aliados. A resposta do Brasil gerou indignação entre diplomatas, parlamentares e especialistas em relações internacionais. O senador Sergio Moro (União Brasil), por exemplo, declarou: “O Brasil está cada vez mais distante das democracias ocidentais. Diplomacia de Lula contra Israel e a favor do Irã, sem qualquer contextualização ou ressalva.”
Esse posicionamento, no entanto, não é isolado. Lula e seu governo vêm demonstrando uma clara tendência de apoio a regimes autoritários. A simpatia explícita com ditaduras como Cuba, Venezuela, Nicarágua, Rússia e, agora, o Irã, levanta a pergunta inevitável: por que o Brasil tem sistematicamente evitado ficar ao lado das democracias? Por que tamanha afinidade com tiranias e governos que desprezam direitos humanos, liberdade de imprensa e eleições livres?
Mais grave ainda é o flerte com grupos terroristas, como o Hamas, tratado por setores do governo com uma tolerância inaceitável. Enquanto países civilizados reconhecem o Hamas como organização terrorista, o governo brasileiro insiste em tratar o grupo como parte legítima do “conflito”.
Internamente, a revolta é grande. A ala oposicionista - e boa parte da sociedade civil - vê com apreensão essa política internacional enviesada, que contradiz os próprios valores que o governo Lula diz defender. Afinal, como alguém que se apresenta como “guardião da democracia” pode, ao mesmo tempo, alinhar-se com regimes autoritários que perseguem, censuram, torturam e matam?
O Brasil parece ter perdido o rumo na arena internacional. Isola-se dos aliados democráticos, despreza tratados históricos e tenta reeditar uma postura de “neutralidade ideológica” que, na prática, tem significado alinhamento com tiranos e autocratas. O que era para ser uma diplomacia baseada no equilíbrio, virou uma política externa marcada pela seletividade moral e pela incoerência.
O resultado é um Brasil menor no mundo. Um país que poderia ser mediador confiável, mas opta por se tornar cúmplice silencioso de ditaduras. Um país que prega democracia internamente, mas a ignora nas suas alianças internacionais.
E o pior: tudo isso tem custo. Custo político, custo econômico e, principalmente, custo moral. O Brasil de Lula está cada vez mais longe das democracias ocidentais - e cada vez mais próximo dos regimes que o mundo livre condena.
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