
A ousadia da criminalidade em Teresina segue rompendo todos os limites. Desta vez, um assaltante identificado apenas como Talysson morreu no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), nesta sexta-feira (13), após ser baleado por um policial militar à paisana durante uma tentativa de assalto contra um médico, na movimentada Avenida Raul Lopes, zona Leste da capital.
O crime ocorreu na tarde de quinta-feira (12). Armado com um revólver calibre .38, Talysson abordou a vítima, um médico que comprava presentes para a namorada. Durante a ação, o criminoso conseguiu roubar o carro da vítima, além de um colar e uma pulseira de ouro. No entanto, não contava com a presença de um PM à paisana que testemunhou o assalto e reagiu imediatamente, atingindo o assaltante.
“O policial conseguiu neutralizar o elemento, abortar o roubo e recuperar os bens da vítima”, confirmou o coronel Bezerra, do BOPE.
Ferido, Talysson foi socorrido por uma equipe do SAMU e encaminhado ao HUT. Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu e veio a óbito na madrugada desta sexta.
Impunidade, ousadia e violência
A morte de Talysson é um caso raro em que o criminoso leva a pior. Em inúmeros episódios recentes em Teresina, a ousadia dos bandidos tem resultado na morte de policiais. Um exemplo dramático foi o do sargento da PMPI Bernardino de Sousa Coelho, de 58 anos, morto ao reagir a um assalto. Mesmo ferido, ele conseguiu alvejar e matar um dos criminosos, mas acabou tombando em combate.
A situação de segurança pública na capital piauiense é alarmante. Assaltos ocorrem em qualquer horário e em qualquer ponto da cidade — inclusive próximo a unidades da Polícia Militar. O caso de Talysson aconteceu a menos de 50 metros de um posto da PM, evidenciando a falta de dissuasão diante da criminalidade crescente.
Reflexão necessária
A população vive com medo. Policiais, mesmo fora de serviço, são obrigados a reagir para impedir que cidadãos indefesos sejam vitimados. A pergunta que permanece é: até quando o enfrentamento será feito à custa da vida de quem combate o crime? Onde está o planejamento de segurança pública prometido pelo governo estadual? A propaganda oficial mostra um estado seguro, mas nas ruas a realidade é outra.
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