
A mais recente pesquisa Genial/Quaest revela uma piora significativa na percepção dos brasileiros sobre a economia do país. Segundo o levantamento, 81% dos entrevistados acreditam que o poder de compra diminuiu nos últimos 12 meses. A pesquisa foi realizada com 2.004 pessoas, entre os dias 27 e 31 de março, em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os dados mostram que a alta dos preços continua pesando no bolso do consumidor. Para 88% dos entrevistados, os produtos no supermercado ficaram mais caros no último mês, número superior aos 83% registrados em janeiro. O aumento no preço dos combustíveis também foi percebido por 70% dos entrevistados, enquanto 65% apontam alta nas contas de luz e água.
A dificuldade em conseguir emprego também foi destaque na pesquisa: 53% afirmam que está mais difícil encontrar uma vaga. Esses fatores se somam a uma visão negativa sobre o desempenho do governo federal. Para 56% dos brasileiros, a economia piorou no último ano – em janeiro, esse percentual era de 39%. Apenas 16% avaliam que houve melhora, e 26% acreditam que a situação segue igual.
A avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também cresceu. A taxa de desaprovação subiu em todas as regiões do país, inclusive no Nordeste, tradicional reduto do PT. Lá, a desaprovação passou de 37% para 46%, e a aprovação caiu de 59% para 52%. As regiões com maior reprovação são Sul (64%), Sudeste (60%) e Centro-Oeste/Norte (52%).
Além disso, 53% dos entrevistados consideram o atual mandato de Lula pior que os dois anteriores (2003-2010). Outros 23% avaliam que são iguais, e 20% acham este governo melhor. A comparação com o ex-presidente Jair Bolsonaro também mostra mudança: 43% dizem que o governo Lula é pior, ante 37% na pesquisa anterior. Já 39% o consideram melhor, e 15% veem os dois governos como semelhantes.
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