
A influenciadora Marta Evelin Lima de Sousa, mais conhecida como Yrla Lima, foi presa na tarde desta quarta-feira (18) em Teresina, Piauí, pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). A prisão foi decretada após ela desobedecer uma determinação judicial que a proibia de divulgar jogos de azar ilegais, prática investigada na “Operação Jogo Sujo II”.
A prisão de Yrla Lima foi baseada no descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça, configurando desobediência judicial. Após ser alvo da primeira fase da Operação Jogo Sujo, em outubro de 2024, Yrla e outros influenciadores receberam liberdade provisória com a condição de não voltar a promover jogos de azar em redes sociais. Contudo, ela retomou essas atividades, anunciando novas plataformas e prometendo lucros fáceis, o que levou à decretação de sua prisão preventiva.
A Justiça determinou a prisão preventiva da influenciadora, justificando a necessidade de evitar a continuidade das práticas ilícitas e de garantir a ordem pública. Yrla será mantida no sistema prisional de Teresina, aguardando o andamento do processo judicial.
Yrla já havia sido presa em outubro de 2024 durante a primeira fase da operação, que investigava influenciadores por crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Na ocasião, ela foi liberada após o término da prisão temporária, mas publicamente declarou que pretendia retomar as atividades ilegais, fato que se concretizou semanas depois.
Durante a Operação Jogo Sujo II, além das prisões, foram apreendidos 22 veículos de luxo, joias e outros bens suspeitos de serem adquiridos com recursos provenientes das atividades ilícitas. A operação se estendeu a outras cidades, como Timon e Caxias, no Maranhão, reforçando o combate ao jogo de azar ilegal promovido na internet.
Yrla Lima, conhecida por sua postura polêmica, chegou a relatar nas redes sociais que contraiu sarna durante o período anterior em que esteve detida, minimizando a gravidade da situação. “Estou passando uma pomadinha [...] aquela sarnazinha de leve, mas é isso”, disse em vídeo.
A prisão da influenciadora destaca a crescente preocupação das autoridades com a promoção de práticas ilegais nas redes sociais e a responsabilidade de figuras públicas em respeitar decisões judiciais. O caso segue sob investigação, e novos desdobramentos são esperados.
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