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EUA negam interferência nas eleições do Brasil após suspeitas levantadas por Lula

Porta-voz do Departamento de Estado diz à CNN Brasil que Washington respeitará a soberania brasileira e trabalhará com o governo que for eleito, independentemente de sua posição política

23/09/2026 às 18h08 Atualizada em 23/09/2026 às 18h35
Por: Douglas Ferreira
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Casa Branca nega interferência na eleição brasileira - Foto: Reprodução/Imagem gerada por IA
Casa Branca nega interferência na eleição brasileira - Foto: Reprodução/Imagem gerada por IA

O governo de Donald Trump negou que os Estados Unidos estejam atuando para interferir nas eleições brasileiras. A declaração foi dada pela porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, em entrevista à CNN Brasil, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestar preocupação com uma possível atuação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, no processo eleitoral.

Segundo Roberson, influenciar eleições de outros países não faz parte da estratégia do governo americano. Ela afirmou que Washington está concentrado em temas como segurança, prosperidade e paz.

“A eleição é dos brasileiros”

A representante do Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos acompanham o processo eleitoral brasileiro, mas reconhecem que a escolha do próximo presidente cabe exclusivamente aos brasileiros.

Roberson também disse que Washington espera uma eleição livre e transparente e que pretende respeitar a soberania do Brasil.

Lula falou em “suspeita”

Na segunda-feira (21), Lula declarou, durante entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN, estar “muito preocupado” com uma possível interferência de Marco Rubio nas eleições brasileiras.

O presidente mencionou ainda supostos indícios de utilização de inteligência artificial para influenciar o pleito. Ao fazer a declaração, porém, Lula classificou a possibilidade de atuação de Rubio como uma suspeita, e não como um fato comprovado.

EUA dizem que trabalharão com qualquer governo

Questionada sobre qual resultado eleitoral seria mais favorável a Washington, Amanda Roberson não indicou preferência.

A porta-voz afirmou que os Estados Unidos mantêm relações com governos de diferentes posições políticas e que essa postura deve continuar após a eleição brasileira.

Sobre segurança pública, Roberson afirmou que Washington gostaria de ver o Brasil adotando medidas mais duras contra organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho. Perguntada se um eventual governo de Flávio Bolsonaro teria maior disposição para cooperar nessa área, ela respondeu que a decisão sobre quem governará o Brasil pertence aos eleitores.

Segundo Roberson, os Estados Unidos trabalharão com o próximo governo brasileiro “independentemente do lado do espectro político”, especialmente em temas relacionados à segurança nacional.

Soberania no centro do discurso

A manifestação do Departamento de Estado coloca a soberania brasileira no centro da resposta às declarações de Lula. Na versão apresentada por Washington, acompanhar a eleição não significa interferir no processo, e a administração Trump afirma que reconhecerá e trabalhará com o governo escolhido pelos brasileiros.

A declaração foi divulgada pela CNN Brasil nesta quarta-feira (23).

 

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