
No dia 1º de fevereiro, 81 senadores vão decidir o seu futuro em votação secreta. No centro dessa disputa está Davi Alcolumbre. Sua possível recondução à presidência do Senado representa, na avaliação da Oeste, a continuidade de um arranjo político que ameaça impedir qualquer mudança no equilíbrio entre as instituições. Você entende a gravidade das consequências disso? Significa, por exemplo, que 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF continuarão trancados na gaveta e que o caminho estará livre para Alexandre de Moraes assumir a presidência do Supremo em setembro.
Enquanto grande parte da imprensa trata a eleição como mais uma negociação política em Brasília, a Oeste investiga suas possíveis consequências para o país. Onde o povo vai estar enquanto eles negociam o nosso destino? Muitos exigem um país melhor, mas fogem na hora de o veículo expor os fatos como realmente são. Terceirizar a responsabilidade não vai salvar o Brasil. A Edição 348 já está no ar, revelando as articulações, os personagens e os interesses envolvidos nessa disputa.
Na mira da oposição? Carta ao Leitor – Edição 348 - O silêncio diante da devastação da Amazônia e os novos integrantes da bancada do ódio estão entre os destaques desta edição. O combo que está levando o Brasil (e os brasileiros) à ruína econômica – descrito em detalhes na reportagem de Carlos Cauti – não pode ser atribuído apenas a Lula e sua lamentável equipe econômica.
Ao considerarem legais as medidas lançadas pelo presidente às vésperas da eleição para comprar votos de uma população dependente de benefícios sociais, ministros do Supremo Tribunal Federal contribuíram para agravar o que já estava péssimo. Ao aprovarem, a toque de caixa, uma série de projetos eleitoreiros e se calarem diante das canetadas supremas, os parlamentares se tornaram cúmplices. Sobretudo os senadores, integrantes da única Casa do Congresso com poderes para reconduzir o Supremo ao leito constitucional.
Neste ano, um único homem tornou um país inteiro refém da sua vontade. Eleito senador pelo Amapá com menos de 200 mil votos, Davi Alcolumbre, entre outras barbaridades, engavetou 109 pedidos de impeachment de ministros do STF, barrou a criação de uma CPI do Caso Master e recusou-se a colocar em pauta a anistia aos presos do 8 de Janeiro. Mas permitiu que fossem votadas, de afogadilho, medidas como o perdão de dívidas de MEIs e o fim da escala de trabalho 6x1. Davi Alcolumbre é a cara de um Brasil que destoa daquele que a população escolheu para compor o Senado a partir de 2027. Apesar disso, já está em campanha pela reeleição para a presidência da Casa.
“Sua máquina de aliciamentos, segundo noticiado, envolveria até mesmo a promessa de gabinetes bem situados”, afirmam Eugênio Esber e Sarah Perez na reportagem de capa desta edição. Outras moedas de troca incluiriam cargos e presidências de comissões. “Ao senador Eduardo Gomes, do Tocantins, por exemplo, deu de presente a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano”. Com a maioria das cadeiras, os parlamentares de oposição terão condições de eleger o nome que desejarem. Basta que permaneçam unidos.
Na mira da oposição? Eis a capa da influente e conceituada Revista OESTE. Até lá, salve-se quem puder. “A Era Lula será lembrada como um aleijão da história da República”, define Augusto Nunes. Para quem venera um governante que não leu um só livro nem sabe escrever, Lula é o maior dos estadistas. Augusto Nunes expõe uma “tomografia do que há sobre o pescoço de um devoto de Lula”. Um retrato da turma da cabeça baldia.
A mesma turma parece não enxergar o que acontece na Amazônia. A destruição da floresta, “cidades cobertas de fumaça, aulas suspensas e moradores expostos à poluição do ar” já não causam comoção entre artistas engajados, tampouco na imprensa velha, relata Rachel Díaz. Durante o governo Bolsonaro, cenas como essas mobilizavam celebridades, campanhas e cobranças internacionais. Eis a realidade do país, Brasil!
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