
Apertem os cintos que o piloto sumiu? E já anunciou novas viagens? Quem caiu na lábia que se lasque? Olha o que amanheceu dizendo a coluna de Roseann Kennedy, Estadão: Planalto aposta na aprovação da PEC da Segurança, mas redução da maioridade penal sobe no telhado. Após eleições, aliados do governo afirmam que proposta de alterar idade de responsabilização penal apenas para crimes hediondos, defendida por Lula, não deverá ser votada neste ano. Em entrevista ao Poder360, alguém já disse que o regime não vai recuar? Será Lula capaz de pacificar o Brasil?
É o que pergunta Joel Pinheiro da Fonseca, economista e mestre em filosofia pela USP, em artigo publicado na Folha. Motivos não faltam para a polarização se aprofundar ainda mais. Além de eticamente condenáveis, boicotes são má estratégia política. A imprensa estatizada atuando? Certo mesmo é que novos grupos surgem. Novas pessoas sendo conhecidas e diversificando as conversas. Muita solidariedade e unidade. Grupos de debates ficando bem mais restritos?
Olá, Josenildo, a eleição terminou com a vitória de Lula. Mas os graves questionamentos sobre o processo eleitoral e a atuação das instituições brasileiras não desapareceram. Pelo contrário: chegaram às páginas de importantes veículos internacionais, como The Wall Street Journal, The Washington Post e The Economist. Enquanto isso, no Brasil, cresce outra preocupação: qual será o comportamento da imprensa diante de mais quatro anos de governo Lula?
A velha imprensa já dá sinais de acomodação ao poder. Há três fatores que ajudam a explicar esse movimento: a dependência das verbas publicitárias do governo, especialmente num momento de dificuldades financeiras dos veículos; o receio de perseguições judiciais; a afinidade ideológica de parte das redações com o governo Lula.
É uma combinação que ameaça transformar o jornalismo crítico em silêncio, complacência e conveniência. Josenildo, a Oeste não enfrenta esse dilemma; segue firme. Não recebemos dinheiro público. Não dependemos de governos, políticos ou tribunais. Nossa independência é sustentada, majoritariamente, pelos assinantes e, em menor proporção, por anunciantes que têm a coragem de apoiar o jornalismo livre. Mas essa liberdade tem um custo. E é justamente agora que precisamos ainda mais de você.
Quando o poder exige silêncio, o Brasil precisa de uma imprensa que não se cale. Você já conhece o nosso trabalho e sabe que a Oeste não abandona os fatos para agradar aos poderosos. Imprensa internacional bem irmanada!
E a polarização vai aprofundar-se? Certo mesmo é o alto custo de vida. Quem vai pagar a conta das pessoas que se emocionaram e saíram comemorando por mais de três dias? Com certeza alguém dos poderes em Brasília é que não será. Mais uma vez será o contribuinte, o pagador de impostos.
Olha o que diz o Diário do Poder sobre o editorial do Estadão: O jornal O Estado de S. Paulo destacou em editorial, nesta segunda-feira (2), a declaração do presidente nacional do PT, Edinho Silva, de que o partido passará por “mudanças profundas”, garantindo que o partido “não vai ser um amontoado de projetos pessoais, não vai ser instrumento de enriquecimento pessoal”.
O Estadão considera essa fala uma confissão embaraçosa. O maior partido de esquerda do País, que já comandou a Presidência por muitos anos e ocupou milhares de postos, sente necessidade de anunciar como horizonte de transformação algo que qualquer partido republicano deveria tratar como cláusula de entrada: não existir para enriquecer seus próprios integrantes.
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