
Uma sequência de violência e terror dentro de um condomínio na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, terminou com duas mulheres agredidas e um lutador de jiu-jítsu preso pela Polícia Civil. O caso aconteceu na madrugada de quinta-feira (5), e as imagens das câmeras de segurança revelam a dimensão da brutalidade.
O suspeito, identificado como Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, teria iniciado uma série de agressões em seu próprio apartamento. A confusão se espalhou pelo condomínio quando ele passou a invadir residências de vizinhos e ameaçar matar todos os moradores do prédio.
Segundo a Polícia Civil, a primeira vizinha conseguiu escapar com a família pelas escadarias. Em seguida, o agressor invadiu outro apartamento e atacou uma senhora de 65 anos, que permanece internada em um hospital.
A terceira vítima tentou socorrer a idosa depois de ouvir os gritos de desespero. Ao abrir a porta do elevador, entretanto, encontrou o agressor, que passou a golpeá-la violentamente.
As imagens são impressionantes: a mulher foi atingida por sucessivos socos, chutes e sofreu estrangulamento durante vários minutos. A violência foi tamanha que o elevador ficou coberto de sangue.
O fato de o suspeito praticar jiu-jítsu torna o episódio ainda mais preocupante pela possibilidade de utilização de técnicas de combate contra vítimas indefesas. A prática esportiva, que exige disciplina e autocontrole, não pode servir de instrumento para intimidar ou violentar outras pessoas.
Após ouvir vítimas e testemunhas e analisar as imagens das câmeras de segurança, policiais da 18ª Delegacia de Polícia solicitaram a prisão temporária do suspeito, medida autorizada pelo plantão judiciário e cumprida na manhã desta sexta-feira (6).
Lucas foi encaminhado ao Presídio de Benfica e permanece à disposição da Justiça. O caso é investigado como tentativa de feminicídio, ameaça, violação de domicílio, lesão corporal e resistência.
O episódio também deixa uma pergunta inevitável: até que ponto moradores de um condomínio precisam chegar para se sentirem seguros dentro das próprias casas? O lugar que deveria representar proteção e tranquilidade transformou-se em cenário de terror.
A violência contra mulheres não pode ser naturalizada, relativizada ou tratada como mais uma ocorrência policial. Que as vítimas recebam assistência e que a investigação avance para que os fatos sejam devidamente esclarecidos e os responsáveis respondam perante a Justiça.
Confira o vídeo com a brutalidade de Lucas Portela:
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