
O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira (6) o impeachment do presidente Santiago Peña. A votação terminou com 44 votos favoráveis à destituição e uma abstenção. Eram necessários pelo menos 30 votos para aprovar o impedimento.
A decisão ocorreu após a Câmara dos Deputados instaurar o processo de impeachment na quinta-feira (5), em meio às acusações de envolvimento do presidente com o Banco Ueno, instituição financeira que entrou em colapso nesta semana.
Peña havia solicitado prazo adicional de 72 horas para apresentar sua defesa, mas o pedido foi rejeitado pelos senadores. O presidente também não compareceu à sessão, sendo representado por dois advogados.
Um detalhe chama a atenção: mesmo após Peña apresentar sua renúncia ao cargo, o Congresso decidiu não apreciar o pedido e deu continuidade ao julgamento político.
Entre as acusações estão possíveis conflitos de interesses, favorecimento ao grupo controlador do Banco Ueno e operações envolvendo recursos do Instituto de Previdência Social paraguaio. O Ministério Público também investiga possíveis irregularidades relacionadas ao caso.
Com a votação de 44 a 1, o processo de impeachment alcançou ampla maioria no Senado e marcou o desfecho de uma grave crise política envolvendo o chefe do Executivo paraguaio.
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