
A Venezuela segue vivendo uma das maiores tragédias de sua história. No terceiro dia de buscas após os fortes terremotos que atingiram o norte do país, o balanço oficial permanece em 920 mortos, 3.360 feridos e mais de 54 mil pessoas desaparecidas, número atualizado por agências internacionais neste sábado (27). As equipes de resgate trabalham contra o tempo na esperança de encontrar sobreviventes sob os escombros.
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, foram os mais intensos registrados na Venezuela em mais de um século. As cidades de Caracas e La Guaira concentram os maiores danos, com centenas de prédios destruídos, hospitais comprometidos e bairros inteiros reduzidos a montes de concreto.
As primeiras 72 horas após um terremoto são consideradas decisivas para o resgate de pessoas com vida. Por isso, bombeiros, militares, voluntários e equipes estrangeiras intensificam os trabalhos, embora ainda enfrentem falta de equipamentos pesados e dificuldades de acesso às áreas mais devastadas.
Outro fator que preocupa as autoridades é a sequência de réplicas. Um novo tremor foi registrado na sexta-feira (26), aumentando o risco de novos desabamentos e dificultando ainda mais o trabalho dos socorristas.
A ajuda internacional continua chegando ao país. O Brasil enviou militares, bombeiros especializados, técnicos da Defesa Civil e toneladas de equipamentos para auxiliar nas operações. Outros países também mobilizaram equipes de busca, hospitais de campanha e suprimentos humanitários para atender à população afetada.
Enquanto o mundo acompanha com apreensão o avanço das buscas, cresce também a solidariedade internacional. A expectativa é de que o número de vítimas ainda aumente, já que milhares de pessoas continuam desaparecidas e muitas regiões permanecem praticamente inacessíveis aos socorristas.
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