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Internacional NOTA DE REPÚDIO

Paraguai reage imediatamente e entrega nota de repúdio ao Brasil após declaração de Lula

Convocação do embaixador brasileiro e manifestação oficial do governo paraguaio evidenciam o peso diplomático da crise provocada por declarações do presidente sobre a Guerra da Tríplice Aliança

31/07/2026 às 14h28
Por: Douglas Ferreira
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Presidente Santiago Peña e Lula da Silva - Foto: Reprodução
Presidente Santiago Peña e Lula da Silva - Foto: Reprodução

A primeira resposta de um país diante de qualquer manifestação considerada ofensiva à sua história, ao seu povo ou à sua soberania costuma ser dada pela diplomacia. Foi exatamente isso que fez o Paraguai. Em poucas horas, o governo do presidente Santiago Peña convocou o embaixador do Brasil em Assunção e entregou uma nota oficial de repúdio às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança.

Na linguagem diplomática, a convocação de um embaixador está longe de ser um ato protocolar. Trata-se de uma das formas mais claras de demonstrar descontentamento oficial, exigindo explicações e transmitindo ao país representado a insatisfação do governo anfitrião.

Além de ouvir a posição do Paraguai, o embaixador brasileiro, José Antonio Marcondes, recebeu uma nota oficial destinada ao governo brasileiro. O documento formaliza o repúdio de Assunção às declarações de Lula, consideradas ofensivas pela administração paraguaia.

O chanceler Rubén Ramírez Lezcano reforçou que a resposta foi tratada diretamente pelo presidente Santiago Peña e afirmou que "a dignidade do Paraguai não é negociável", destacando que o governo acompanhou o caso desde o primeiro momento e adotou os procedimentos diplomáticos considerados adequados.

A crise teve origem em declarações de Lula sobre a Guerra da Tríplice Aliança, conflito ocorrido entre 1864 e 1870 que marcou profundamente a história paraguaia. O episódio permanece como um dos temas mais sensíveis da memória nacional do país vizinho, razão pela qual qualquer manifestação de autoridades estrangeiras costuma ser recebida com grande atenção.

Embora divergências entre governos façam parte das relações internacionais, a rapidez da reação paraguaia demonstra que Assunção optou por responder de forma imediata para defender sua interpretação histórica e reafirmar sua soberania no plano diplomático.

Agora, a expectativa recai sobre a resposta do governo brasileiro e sobre os próximos desdobramentos dessa tensão entre dois países que mantêm importantes relações políticas, econômicas e comerciais no âmbito do Mercosul.

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