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Terremoto na Venezuela: tragédia pode estar entre as maiores da história recente do país

Dois terremotos em menos de um minuto provocam destruição, deixam milhares sob risco e reacendem alerta sobre a vulnerabilidade sísmica da Venezuela

24/06/2026 às 22h37 Atualizada em 25/06/2026 às 11h04
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações Metrópoles
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Caracas, a capital, foi uma da cidades mais atingidas pelo abalo sísmico - Foto: Reprodução
Caracas, a capital, foi uma da cidades mais atingidas pelo abalo sísmico - Foto: Reprodução

O susto foi grande. A destruição, aparentemente, maior ainda. E o mais impressionante é que não foi um terremoto apenas. Foram dois. Dois abalos gigantescos separados por apenas 39 segundos. Um verdadeiro "golpe duplo" da natureza.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro tremor atingiu magnitude 7,2 e teve epicentro próximo a San Felipe. Menos de um minuto depois veio o segundo terremoto, ainda mais forte, de magnitude 7,5, próximo a Yumare, ambos no estado de Yaracuy, no norte da Venezuela.

É comum terremoto na Venezuela?

Sim. Mas não nessa intensidade.

A Venezuela está localizada numa região de encontro de placas tectônicas, especialmente entre as placas do Caribe e da América do Sul. Isso faz com que o país registre atividade sísmica regularmente.

O que não é comum são terremotos acima de 7 graus na escala Richter. Eventos desse porte são considerados grandes terremotos e têm potencial para causar destruição em larga escala.

Qual foi a magnitude?

Os dados mais atualizados do USGS apontam:

  • Primeiro terremoto: magnitude 7,2;
  • Segundo terremoto: magnitude 7,5;
  • Intervalo entre eles: apenas 39 segundos;
  • Profundidade: entre 10 km e 22 km.

A profundidade relativamente pequena aumenta o potencial destrutivo porque a energia chega com mais força à superfície.

Quais foram as regiões mais atingidas?

Os epicentros ficaram entre San Felipe e Yumare, na região norte da Venezuela.

Mas os efeitos foram sentidos muito além:

  • Caracas;
  • Puerto Cabello;
  • La Guaira;
  • Estado de Yaracuy;
  • Estado de Carabobo;
  • Regiões costeiras do Caribe;
  • Partes da Colômbia.

Em Caracas, vídeos mostram prédios parcialmente destruídos, ruas cobertas por poeira e milhares de pessoas fugindo para áreas abertas.

Houve alerta de tsunami?

Sim.

Logo após os tremores, centros de monitoramento dos Estados Unidos emitiram alerta para possíveis ondas perigosas em áreas do Caribe.

Porto Rico, Ilhas Virgens e outras regiões ficaram em observação.

Posteriormente, o alerta foi cancelado.

Quantas vítimas existem?

Aqui é preciso cautela.

Até o momento das informações mais recentes, as autoridades venezuelanas ainda não haviam divulgado um balanço oficial consolidado de mortos e feridos.

O que existe é uma projeção estatística do USGS.

Segundo o modelo automático da agência:

  • 44% de probabilidade de ocorrer entre 10 mil e 100 mil mortes;
  • 33% de probabilidade de superar 100 mil mortes.

Importante destacar: isso não significa que já existam 10 mil mortos confirmados. Trata-se de uma estimativa de risco baseada na magnitude do terremoto, densidade populacional, qualidade das construções e histórico de desastres semelhantes.

O que já se sabe sobre os danos?

Os relatos iniciais apontam:

  • Prédios desabados;
  • Pessoas presas sob escombros;
  • Danos ao aeroporto internacional de Maiquetía;
  • Estruturas comprometidas em Caracas;
  • Hospitais sobrecarregados;
  • Interrupções em serviços essenciais.

As equipes de resgate trabalham em busca de sobreviventes enquanto o governo monitora o risco de novas réplicas.

O que acontece agora?

As próximas horas serão decisivas.

Normalmente, após terremotos dessa magnitude, ocorre uma sequência de réplicas que pode durar dias ou até semanas.

O trabalho das autoridades será:

  • Resgatar sobreviventes;
  • Identificar vítimas;
  • Avaliar danos estruturais;
  • Restabelecer serviços públicos;
  • Monitorar novos tremores.

O fato é que a Venezuela enfrenta uma das maiores emergências naturais de sua história recente. E somente nos próximos dias será possível conhecer a verdadeira dimensão da tragédia.

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