
A candidata de direita à Presidência do Peru, Keiko Fujimori, alcançou uma vantagem considerada insuperável sobre o adversário Roberto Sánchez no segundo turno das eleições presidenciais. Com 99,85% das urnas apuradas na noite de terça-feira (23), Fujimori caminha para ser confirmada como a nova presidente do país.
Até a última atualização da contagem de votos, na manhã desta quarta-feira (24), Fujimori somava 9.206.241 votos, contra 9.162.855 de Sánchez, uma diferença de 43.386 votos. Cerca de 40 mil votos ainda aguardam contabilização, mas, mesmo que o adversário recebesse todos os votos restantes, a candidata permaneceria à frente.
A imprensa peruana informa que Fujimori deverá ser declarada oficialmente vencedora ainda nesta quarta-feira, embora Sánchez ainda não tenha reconhecido o resultado. A candidata sucederá o atual presidente interino, José María Balcázar Zelada, que ocupa o cargo há apenas quatro meses.
Zelada assumiu a presidência após a destituição de José Jeri pelo Congresso. O ex-presidente perdeu o mandato por má conduta, depois que vieram à tona reuniões não divulgadas com empresários chineses. Sua antecessora, Dina Boluarte, também foi afastada do cargo em meio a denúncias de corrupção, em mais um episódio da prolongada instabilidade política que marcou o Peru nos últimos anos.
A vitória de Fujimori representa uma reviravolta em sua trajetória política. Herdeira do fujimorismo, movimento político ligado ao ex-presidente Alberto Fujimori, ela disputou a Presidência em outras três ocasiões e foi derrotada em todas no segundo turno. A eleição também marca o retorno da família Fujimori ao comando do Peru após anos afastada do Palácio de Governo.
O partido de Keiko, Força Popular, é a principal bancada nas duas Casas após o primeiro turno de eleição. A sigla elegeu 41 de 130 cadeiras na Câmara e 22 de 60 no Senado, enquanto o Juntos pelo Peru, de Sánchez, ficou com 32 de 130 e 14 de 60.
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