
As tartarugas estão entre os animais mais longevos do planeta e algumas espécies conseguem viver por quase dois séculos. Segundo especialistas, a combinação entre metabolismo lento, resistência genética e um sistema imunológico altamente eficiente ajuda a explicar por que esses animais envelhecem de forma tão diferente da maioria das outras espécies.
O caso mais famoso é o de Jonathan, considerado pelo Guinness World Records o animal terrestre vivo mais velho do mundo. O jabuti teria nascido por volta de 1832 e já ultrapassou gerações inteiras da história da humanidade. Antes dele, outro recordista conhecido foi Tu’i Malila, que viveu pelo menos 188 anos. Já em 2025, a tartaruga Mommy chamou atenção ao se tornar mãe pela primeira vez aos 100 anos.
Pesquisadores afirmam que os quelônios possuem mecanismos biológicos capazes de reduzir danos celulares ao longo do tempo. Estudos da Universidade de São Paulo apontam que o organismo das tartarugas elimina células danificadas de maneira mais eficiente, além de apresentar maior resistência a doenças e até ao câncer. O metabolismo lento também ajuda na longevidade, já que, por serem animais de sangue frio, elas gastam menos energia para manter o corpo funcionando.
Apesar da impressionante expectativa de vida, tartarugas marinhas, cágados e jabutis enfrentam diversas ameaças provocadas pela ação humana. Poluição por plástico, destruição de habitats e captura acidental em redes de pesca estão entre os principais riscos para a sobrevivência desses animais. Especialistas alertam que, mesmo vivendo tanto tempo, muitas espécies seguem ameaçadas e dependem de ações de preservação para continuar existindo nas próximas gerações.
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