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Curiosidade JÓIAS E OURO

Tesouro perdido há 350 anos é encontrado no fundo do mar e revela relíquias de ouro do século XVII

Após décadas de buscas, mergulhador localiza o navio Phoenix, naufragado em 1680, e recupera moedas de ouro, joias, espadas e instrumentos de navegação que agora passam a integrar o patrimônio histórico britânico

06/07/2026 às 16h56
Por: Douglas Ferreira
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O explorador exibe peças do tesouro - Foto: Reprodução
O explorador exibe peças do tesouro - Foto: Reprodução

Imagine encontrar um verdadeiro tesouro escondido no fundo do mar por quase três séculos e meio. Foi exatamente isso que aconteceu com o mergulhador britânico Todd Stevens, responsável por localizar parte dos destroços do navio Phoenix, uma embarcação da Companhia das Índias Orientais que naufragou em 1680.

O navio retornava de uma longa viagem à China transportando uma carga extremamente valiosa. Além de especiarias, sedas e tecidos orientais, levava moedas de ouro, joias e diversos objetos de grande valor comercial. Durante a travessia, porém, enfrentou uma forte tempestade, colidiu contra rochas submersas e afundou nas proximidades das Ilhas Scilly, na Inglaterra.

Grande parte da carga foi recuperada ainda no século XVII. Mas muitos objetos permaneceram esquecidos nas profundezas do oceano durante quase 350 anos.

A grande descoberta só foi possível graças a uma antiga pista histórica. Stevens utilizou um mapa preservado no Museu Marítimo Nacional, em Greenwich, para identificar a provável área do naufrágio. Depois de inúmeras expedições e mergulhos entre cinco e quarenta metros de profundidade, encontrou o lastro da embarcação, confirmando que havia localizado o lendário Phoenix.

Entre os objetos recuperados estão moedas de ouro, joias, fragmentos de espadas, instrumentos de navegação e objetos pessoais que provavelmente pertenceram ao capitão e aos tripulantes.

Em vez de manter o tesouro em uma coleção particular, o mergulhador decidiu doar todo o material ao Museu das Ilhas Scilly. As peças serão restauradas, preservadas e exibidas ao público, permitindo que futuras gerações conheçam um capítulo importante da história da navegação e do comércio marítimo entre a Europa e o Oriente.

Mais do que ouro e joias, a descoberta representa um verdadeiro patrimônio histórico. Cada objeto encontrado ajuda arqueólogos e historiadores a compreender melhor como viviam os navegadores, quais tecnologias utilizavam e como funcionava uma das maiores rotas comerciais do mundo no século XVII.

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